sexta-feira, 6 de agosto de 2010

richard serra


 


Entrámos numa das salas do Museu Guggenheim, em Bilbao, e ficámos surpreendidos: vimos esculturas de uma dimensão impressionante, feitas num material (aço) que o tempo foi enferrujando e que lhes conferiu uma beleza desconhecida. As peças estavam moldadas em formas curvilíneas e exigiam aturados exercícios de equilíbrio; as esculturas não nos deixaram indiferentes e pediram-nos um tempo extra de contemplação. Soberbo.

Fiquei para sempre atento às esculturas do norte-americano Richard Serra. Nasceu na Califórnia, em 1939, e é considerado um dos escultores com mais notoriedade do pós-guerra (segunda guerra mundial, claro, já que elas têm sido tantas...).

Tem dedicado grande parte da sua actividade aos trabalhos em grande escala feitos em aço, mas já utilizou outro tipo de materiais industriais: chumbo, borracha ou lâmpadas.

Em www.moma.org, pode ler: "Richard Serra tem como objectivo envolver o espectador na sua obra abstracta. Provoca uma nova forma de interaçcão com a escultura e amplia as suas fronteiras. O centro de gravidade e o equilíbrio, a massa e o vazio, a percepção do espaço e a consciência corporal por parte do espectador constituem os temas básicos de sua obra, que elabora com blocos sobre dimensionados e pranchas de aço".





Richard Serra foi homenageado recentemente pelos seus 40 anos de carreira e teve um destaque especial no Museum of Modern Art (MoMA) de Nova Iorque. Para expor os trabalhos do escultor, o museu realizou obras dispendiosas que passaram pela necessidade de retirar paredes e colunas.

O site que referi conta com um acervo de vídeos que mostram a instalação das obras, e onde o próprio Richard Serra explica o processo de criação das peças. Tem um história interessante: "em 1987, expôs na Federal Plaza em Nova Iorque o seu Tilted Arc (Arco Inclinado), uma placa de metal, curva, de 3,6 metros de altura, cujo aspecto variava segundo as condições meteorológicas. Suscitou uma viva polémica e foi retirada do local após a mobilização dos habitantes (de uma área nobre de Nova Iorque) que consideraram a escultura ofensiva. Serra afirmaria que a escultura tinha sido concebida especificamente para o local e que a sua remoção era equivalente a destruí-la. Em 1989, a peça foi desmantelada e depositada, fragmentada, num ferro-velho."

Escolhi um vídeo que pode interessar o meu caro leitor. Ora clique.



 







1 comentário:

  1. Também sou fã do Richard Serra. Uma vez, no MOMA, dei-me tempo para ler/ver uma publicação sobre a obra dele que mais fascinada ma deixou...

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