sábado, 19 de fevereiro de 2011

patologia

 


 


 


A patologia da medida é uma forma de ocupar professores sem sala de aula. Porém, medir não é uma acção a rejeitar. Melhor, muito melhor mesmo, andaria o sistema escolar se as toneladas de informação obtidas produzissem conhecimento ou se alguém conseguisse pensar que os dados a obter deveriam servir tomadas de decisão ou arquivos históricos relevantes.


 


Como os saberes da gestão escolar estão escondidos das academias, e do ME, para darem lugar aos empresariais e aos da cultura geral, os modismos afirmam-se de forma patológica. É o que se passa quando se quer prever a medida sem estudar ou explicar o processo que a ela conduz.


 


Mas a patologia que os últimos anos mais inscreveram foi a da mentira e da farsa. Uma praga de cima a baixo. O que interessa é dizer o número, retirando-se qualquer importância ao rigor que o suporta. Qualquer que seja o suporte onde o algarismo é inserido, a ideia de batota e do preenchimento pelo preenchimento prevalece. Já ninguém se abstém, sequer, de tornar pública a mentira numérica.


 


 


Escolas. Directores lançam metas até 2015, mas avisam que não vão cumpri-las


 


"(...)Governo quer que as escolas subam os resultados dos alunos. Directores dizem que os cortes orçamentais os impedem de cumprir promessa.(...)"

1 comentário:

  1. País de faláceas e promessas. Em 2015, possivelmente estará um outro partido no governo e garantidamente com outras ideias e objectivos a cumprir. Mas isto, é para a educação, finanças, enfim para a grande maioria dos ministérios, e, como somos um país rico, brincamos com tudo isto, pois os nossos governantes de um modo geral para não dizer todos, são uns brincalhões, com o dinheiro dos contribuintes. Seria muito bom que eles brincassem com o dinheiro deles, pois aí não teriam que dar satisfações a ninguém..

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