sábado, 16 de julho de 2011

com os professores

 


 


Desde ontem que Nuno Crato se tem desdobrado em declarações. Foram abordados vários assuntos. Gostei de saber que se está a preparar um novo modelo de avaliação de professores. Não sei o que aí vem, mas já é um passo assumir-se o fim do que existe.


 


Gostei especialmente das seguintes declarações, com as quais estou de acordo:


 


"(...)“Neste momento, temos três documentos orientadores do currículo, que são as chamadas competências essenciais, contra a qual eu tenho bramado e continuo a bramar. (...)é um documento inútil, mal organizado, palavroso e repleto de orientações pedagógicas que são caducas e que não compete ao Estado ditar”. 

Entende Crato que “compete aos professores chegarem aos objectivos gerais que sejam traçados pelo País, pelo Estado, pelo Ministério da Educação em colaboração com as escolas, pela equipa do Ministério da Educação.(...) O País não deve dizer aos professores como é que os professores devem assinar”, considerando que “os professores têm objectivos onde chegar e devem ter grande liberdade para chegar a esses objectivos.(...)Nós precisamos dos professores. Nós não podemos fazer mudanças contra os professores. Está completamente nos antípodas do pensamento deste ministério. Nós temos que fazer mudanças com os professores”, pormenorizou.(...)"

10 comentários:

  1. "O País não deve dizer aos professores como é que os professores devem assinar"? Até agora tem sido de cruz.

    ResponderEliminar
  2. Paulo G. Trilho Prudencio16 de julho de 2011 às 18:13

    Não será ensinar? Parece-me que assinar deve ser uma gralha.

    Assinar?!!!

    ResponderEliminar
  3. Olá, Paulo.
    Quanto ao post, de acordo, em versão S. Tomé.
    Quanto ao a/en-(s)sinar, pensei o mesmo.
    Acho que estes 6 anos me deixaram sem capacidade para bons augúrios, mas pode ser que me engane.

    ResponderEliminar
  4. Frutos da cruz que carregamos. (Tão cristão que isto me saiu).

    ResponderEliminar
  5. Não acredito, nem deixo de acreditar. Aguardo para ver o que propõe em concreto. "Assinar" só poderá ser gralha.

    Parece-me é que o estado a que tudo isto chegou é, nalguns aspectos tão mau, que só pode mesmo falar-se em congregar vontades em torno dos professores, em tornos do "capital humano". A depauperação é tão grande que só nos restam as pessoas...

    Mas isto digo eu, continuem bem meus amigos

    ResponderEliminar
  6. Paulo G. Trilho Prudencio17 de julho de 2011 às 12:07

    Isso Cristina; tudo de bom para ti tb

    ResponderEliminar
  7. )))))))))))))))

    Exacto. Carregámos, carregamos. Carregaremos?

    ResponderEliminar
  8. O currículo nacional fala em competências. Põe tudo nesses termos. Nuno Crato é contra currículos por competências.
    Também tenho objecções. Creio que esse jogo limita-se muitas vezes a questões de estilo: objectivos, conteúdos, competências acabam muitas vezes por ser apenas metalinguagens que traduzem o mesmo. Vejam que os conteúdos estão lá sempre. Quando vai além disso, é facilitismo puro e simples: as competências servem para formar incompetências, como se vê no caso das Novas Oportunidades.
    Podemos pensar em formas mais simples: conhecimento enciclopédico, histórico, geográfico, científico e cultural que os nossos alunos devem saber (por exemplo, saber explicar o que é uma molécula, uma célula, etc.); coisas que devem saber fazer (por exemplo, consultar um mapa do mundo ou guiar-se pela planta de uma cidade: resolver um problema com recurso a um sistema de equações); atitudes e valores que devemos formar nos nossos alunos.
    Estes três domínios são interdependentes - conhecimentos, saber fazer e comportamentos, atitudes e valores.

    ResponderEliminar
  9. Paulo G. Trilho Prudencio18 de julho de 2011 às 11:28

    Concordo

    ResponderEliminar