sábado, 9 de julho de 2011

das ilusões

 


 


Aqueles que nunca se enganam nos resultados depois dos acontecimentos se terem realizado obrigam-nos a abanar a cabeça na horizontal. É curioso, mas esses infalíveis também costumam assinar um pacto com a infelicidade e nunca vencem o que quer que seja: mesmo nos momentos das vitórias concludentes fazem de imediato o aviso de-que-nunca-se-sabe-e-na-próxima-talvez-seja-impossível-de-repetir-e-por-aí-fora.


 


O que está a acontecer com os professores portugueses tem origem nesta família de problemas. Foram averbando vitórias sem nunca atingirem o sucesso definitivo. Foi de tal modo que a atmosfera se transformou na da mais dura das derrotas. Ultimamente, festejaram uma vitória no parlamento que o presidente da República adiou e ouviram palavras encorajadoras do actual primeiro-ministro que não se vieram a confirmar. Sejamos directos: Pedro Passos Coelho faltou à palavra. Apesar de tudo, devem ser formuladas duas interrogações: existem professores que já sabiam que o primeiro-ministro estava a dizer inverdades? Há quem confunda um momento de festejo com opções ideológicas e políticas?

6 comentários:

  1. Viva Paulo,
    não tenho a certeza de quem falas e sobre o que falas neste teu post.
    Por isso, correndo o risco de errar o alvo, direi que convém não confundir os desejos próprios com a capacidade de analisar o mundo à nossa volta.
    Para comemorar vitórias ou chorar amargas derrotas convém olhar para os dados disponíveis com as lentes adequadas e não com as que distorcem a realidade de acordo com os interesses de alguns vendedores de ilusões.
    Se isto obriga a escolhas políticas ou ideológicas? Não creio que haja qualquer "obrigação", no entanto parece-me cada vez mais claro que a procura de grelhas de leitura distintas do mainstream acabam por determinar orientações pessoais que não se revêm em consensos balofos e "maiorias de interesses".
    Abraço
    Francisco

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  2. Enfrentar a realidade nua e crua é um bom começo. Há neste post do Paulo uma interrogação em suspenso que, mais do que intrigado, me deixa perplexo. Porquê esconder o alvo da interrogação? Compreendendo, em todo o caso, que nem sempre a transparência total seja desejável ou possível.

    Abraço

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  3. Viva caro blague,

    Nada de especial. Apenas alguma saturação com os ditos.

    Abraço.

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  4. Viva Francisco.

    Ficamos empatados Não sabes a quem me refiro e não sei a quem te referes.

    Abraço.

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  5. Interessa, sobretudo, o que vai acontecer. Entre mudar e reformular o modelo de avaliação, são vários os caminhos e várias as opções.
    Eu estava convencido que o modelo de avaliação iria ser mesmo abolido para dar lugar a um novo.
    É tudo o que me ocorre dizer sobre este assunto.

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  6. Estou como tu: "(...)Eu estava convencido que o modelo de avaliação iria ser mesmo abolido para dar lugar a um novo. É tudo o que me ocorre dizer sobre este assunto.(...)"

    Já cansa.

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