Já lá vão uns anos com o sistema escolar português envolto numa razia organizacional. Não há cabecinha que não sentencie uma elegia de supressões a par da evidência da geração com mais formação na história lusitana. Vá lá entender-se o paradoxo.
Os bloggers da denominada blogosfera dos professores instituem-se como profetas da desgraça. É uma tarefa pouco simpática avisar os concidadãos das desventuras vindouras. A exemplo de outros "catastrofistas", também se cansam do afinal-tinhas-razão. Já são tantas as razões que a dificuldade está na escolha. Os tempos que se aproximam podem exigir décadas de recuperação. O momento sobreaquecido obriga a um aviso: agora será ainda mais quente e as nêsperas serão decerto trituradas. A luta de classes veio para ficar e o cruzar de braços será descontinuado.
ResponderEliminarEu adoro o "afinal tinhas razão". E visão também.
Previsão: nêsperas trituradas . Nem devem dar para doce de nêspera. Serão trituradas com caroço e tudo.
nem mais
ResponderEliminarNa mouche.
ResponderEliminar"Não pode, no entanto, o MEC deitar fora o menino com a água do banho. Há setores que são essenciais para o crescimento da economia. Setores onde houve progressos que não devem ser postos em causa. A educação pré-escolar, o ensino básico e secundário, o ensino superior e a investigação científica têm de gastar com mais eficiência o dinheiro que o país lhes entrega mas os cortes não podem ser cegos.
ResponderEliminarNa Ciência, o financiamento do Estado deve ir para onde há qualidade e excelência e para as áreas onde somos melhores e mais rentáveis: biomedicina, biologia celular, bioquímica e neurociências. Sem bolsas de pós-doutoramento, os institutos e projetos de investigação morrem. Se os cortes forem inevitáveis que se reduza o financiamento aos projetos sem relevância científica nem económica. Há por aí investigação em ciências humanas e sociais que não morrerá por falta de dinheiro. Mas a investigação biomédica, bioquímica e na biologia celular exige muito dinheiro para manter os projetos a funcionar. É uma investigação científica que não se faz com consultas em bibliotecas e em base de dados.
No ensino básico e secundário, justifica-se o combate aos desperdícios, reduzindo o número de adjuntos e assessores na direção executiva dos agrupamentos de escolas. Mas é preciso cuidado com a junção e fusão de disciplinas. Pode haver ajustamentos que reduzam a dispersão curricular mas esses ajustamentos não devem pôr em causa o "core curriculum".
No ensino superior, justifica-se a continuação dos ajustamentos financeiros que têm sido feitos nos últimos três anos: mais alunos, mais pós-graduações, mais serviços à comunidade e menos desperdícios na distribuição das cargas horárias dos docentes. A racionalização dos cursos é inevitável."
Que tempos Isabel
ResponderEliminarMais vergonhas: "O Tribunal de Contas (TC) detectou, numa auditoria a três parcerias público-privadas (PPP) criadas pela Câmara de Oeiras, várias ilegalidades susceptíveis de levar à aplicação de multas ao presidente da autarquia e aos vereadores e deputados municipais que aprovaram as propostas."
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ResponderEliminarVozes que "tinham" e têm razão. Por isso mesmo cada vez mais estranhas aos tempos que correm.
E que tempos Manuela
ResponderEliminarA verdade é que os profetas da desgraça tinham mesmo razão e os que os criticam ainda não comprovaram validamente a razão que reivindicam.
ResponderEliminarPor algum motivo os que estão no governo fazem PECs que renegam na oposição. Não será por algum motivo que se vêm forçados a fazer o que antes chumbaram uns e outros reprovam depois?