Após uma década da pouco inocente mediatização do injusto conceito "de que tudo está mal na escola", a saga continua com uma medida comprovadamente irrelevante. O nosso sistema escolar precisa, em primeiro lugar, de uma sociedade melhor, que elimine a guetização de várias comunidades, que pense nos horários de trabalho das pessoas que querem ter filhos sem os armazenar, que discuta a qualidade de vida dos miúdos quando não estão na escola e que encontre soluções para os graves problemas de mobilidade nas grandes zonas urbanas.
Há muito que os encarregados de educação mais influentes escolhem as escolas. Na maior parte do país é assim. Os menos influentes não têm condições para o fazer; muitas vezes nem sequer vontade. E não é agora que vão ter melhor informação para tomarem essa decisão. Por outro lado, as experiências conhecidas indicam a auto-selecção das populações no sentido de que a guetização social se prolongue para dentro das escolas com os efeitos negativos associados; com estas medidas pode aumentar a fatal homogeneidade das turmas.
Fazer desta decisão uma prioridade é um sinal de desistência no caminho que defendo aqui.
mais-do-que-perfeito
ResponderEliminarUi, Ui, e não digo mais
ResponderEliminarO seu discurso é desconcertante, lúcido e de quem pensa.
ResponderEliminarO Paulo sabe alguma coisa disto? Fusão da história com a geografia no 3º CEB e substituição da educação visual e tecnológica, lecionada por par pedagógico, por duas disciplinas semestrais, uma de educação visual e outra de educação tecnológica com um único docente na sala de aula."
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ResponderEliminarE que mais escolhem e decidem eles?
Seria bom que escolhessem e decidissem estar mais tempo com os filhos e não fazerem da escola, como muito bem dizes, armazém.
Muita informação e contra-informação.
ResponderEliminarVamos aguardar Isabel. Em breve se saberá o que vai acontecer com a enésima reforma. O resultado de tanta terraplenagem tem sido sempre no sentido descendente.
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