A patologia da medição está a arrasar a cultura humanista associada ao ensino. Há várias explicações para o fenómeno. Podemos evidenciar umas quantas: os decisores macro estão viciados em indicadores quantitativos, perderam a noção de ser humano e alimentam-se de dados que não se comovem com a qualidade das relações; a promoção da desconfiança entre as pessoas é arma principal do inferno da medição.
Foi a corrupção que nos empurrou para onde estamos e é proveniente do mesmo sítio a paranóia quantitativa e actual que quer controlar as populações em benefício de quem vive em ambiente desregulado.
É tudo isto que mais me impressiona na discussão actual à volta do sistema escolar, que se resume ao apuramento, e à manipulação, dos números sobre os milhares de professores que ficarão sem emprego. Se fossem cem, parece que ninguém, mas ninguém mesmo, se preocupava. As pessoas só têm valor-acrescentado se a quantidade for significativa. É mais uma oportunidade perdida.
Parece-me mais putologia...conversa da canalha...
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