segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

máscaras em queda



.

.

.


As últimas alterações na gestão escolar, decreto-lei nº 75/2008, concretizaram o conjunto das políticas nefastas no sistema escolar perpetradas por Lurdes Rodrigues e J. Sócrates. O fim da democracia nas escolas, associado à planificação central na pior das versões tayloritas, foi denunciado atempadamente por muitos professores. O referido modelo de gestão não ficou pelo caminho porque os dirigentes escolares não quiseram. No auge da luta em defesa do poder democrático das escolas, em 2008, o governo estava "encostado às cordas", mas os "entendimentos" e outras coisas mais impediram uma justa vitória nesta frente tão importante.


O tempo revela sempre as motivações. O que se suspeitava evidenciou-se: os dirigentes dos directores escolares estavam com Lurdes Rodrigues, puseram os suplementos remuneratórios na primeira linha de motivação e a sua visão não consegue mais do que a leitura do dia seguinte.


“Boa parte dos directores vão embora”


Adalmiro Fonseca, Pres. Assoc. Nac. de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, fala sobre o trabalho do Governo.


 


Correio da Manhã – Como avalia até agora o trabalho desta equipa do Ministério da Educação e Ciência?


Adalmiro Fonseca – Estamos preocupados com a falta de diálogo. Há três meses reunimo--nos com o secretário de Estado João Casanova de Almeida e ficámos de dialogar sobre vários pontos. Saímos de lá com esperança e até agora nada.


– Está desiludido?


– Sim. E acredito que no próximo ano lectivo boa parte dos directores vão embora. Parecemos funcionários administrativos e para isso não vale a pena cá estar. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues teve sempre a habilidade de ter com ela os dirigentes das escolas. Não pode haver paz na educação sem diálogo entre Governo e directores. Se não há diálogo com este ministro, tem de haver com outro...


– O que mais o preocupa?


– Precisamos de saber como serão os mega-agrupamentos. Vão ser feitos desde Lisboa, com mapa e tesoura? Prometeram falar com as comunidades e até agora zero. Temos de resolver o problema da central de compras, que está a destruir o pequeno comércio. Os directores têm de ter intervenção na política educativa, ninguém sabe mais de escolas do que nós. É impossível planear as coisas sem saber o que nos espera.


– Não compensa ser director?


– Só servimos para preencher aplicações e fornecer números e dados à tutela. Nunca vi tanto director desanimado.


– Os cortes nos suplementos também não ajudaram...


– Reduziram-nos os suplementos, tiraram-nos adjuntos e assessores. Neste momento, ganho mais 100 euros como director do que um professor do mesmo escalão e tenho o trabalho que tenho, há anos que não gozo férias, além da responsabilidade. Não compensa.


5 comentários:

  1. Vão embora? Para onde? Dar aulas??? ahahahah

    ResponderEliminar
  2. QUE EMIGREM!!!!!!!

    ResponderEliminar
  3. vergonha... corja de oportunistas...

    ResponderEliminar
  4. Atrevo-me a dizer que, para aí em 90% dos casos, não se perderá nada com esta partida em massa. Será por falta de "habilidade" (à moda de Maria de Lurdes Rodrigues)?

    ResponderEliminar
  5. Obrigado pelo link. Farei um post. Força aí.

    ResponderEliminar