Ouvi uma socióloga muito mediatizada dizer uma coisa que subscrevo. Foi visitar a escola secundária frequentada pelas netas e ficou horrorizada com a dependência em relação ao MEC, com o modelo de gestão escolar e com a forma como se elegem os directores. Disse que não tinha muitas certezas sobre a composição do caderno eleitoral, mas que os professores e os funcionários é que conhecem as pessoas e não devem ser impedidos de votar.
Como dizem os especialistas em direito administrativo escolar, o modelo vigente é inédito no mundo conhecido. Existe um concurso promovido por um Júri constituído por membros do Conselho Geral. Analisa os currículos e realiza entrevistas. A lei exige que faça a seriação dos candidatos, dando primazia ao desempenho em cargos de gestão, e que a apresente ao Conselho Geral, que, depois de analisar e discutir os projectos de intervenção dos candidatos, procede à eleição por voto secreto e pode fazer tábua rasa do trabalho anterior. Os profissionais com vínculo à instituição (docentes e não docentes) estão em minoria nesse órgão.
Estamos a assistir a uma série de mudanças no modelo vigente. Desde a composição dos Conselhos Gerais e dos Conselhos Pedagógicos até à liberalização do número de Departamentos Curriculares, passando pelo regresso dos processos eleitorais e pela possiblidade da escolha da natureza do órgão de direcção: unipessoal ou colegial. Fica a expectativa quando à forma como se vai encarar o problema levantado pela encarregada de Educação.
“O influente ordinariamente é proprietário; (...) Na véspera de eleições todos o vêem montado na sua mula, pelos caminhos das freguesias, ou, nos dias de mercado, misturado entre os grupos: fala, gesticula, grita, tem pragas e anedotas. Dispõe de 200 ou 300 votos: são os seus criados de lavoura, os seus devedores, os seus empreiteiros, aqueles a quem livrou os filhos do recrutamento, a bolsa do aumento de décima, ou o corpo da cadeia. A autoridade acaricia o influente, passa-lhe a mão por cima do ombro, fala-lhe vagamente no hábito de Cristo. Tudo o que ele pede é satisfeito, tudo o que ele lembra é realizado. As leis curvam-se, ou afastam-se para ele passar. As suas fazendas não são colectadas à justa: é o influente! Os criminosos por quem ele pede são absolvidos: é o influente! (…)"
ResponderEliminarEça sempre atual, Paulo
Abraço
:) É Miguel.
ResponderEliminarOs amarelinhos parecem renascer :)
Aquele abraço.
É verdade. Os amarelinhos são como os "sempre em pé", Paulo :)) Hoje é dia de peregrinação: os heat e os bulls, depois da 1,30. Veremos se me aguento
ResponderEliminarOntem fiquei a ver os Lakers em Memphis. A intenção era apenas para os 2 primeiros períodos. Não resiste e apanhei 2 prolongamentos. O Andrew Bynum fez um jogão (37 pontos+16 ressaltos). Aprecio muito este jovem. Preparou-se muito bem, mas tem tido um azar tremendo com as lesões. Se continuar a subir assim, e se os Lakers contratarem até amanhã um base super (queriam o CP3 mas a NBA vetou no início da época, o Fisher está com 37 anos), são novamente candidatos. O Kobe está como sempre e o Gasol pode ser trocado. Vai começar o jogo de hoje :)
ResponderEliminarEste ano é terrível. Todas as noites grandes jogos. Tb vou acompanhar os teus Heat com Chicago.