quinta-feira, 29 de março de 2012

de um novo PREC

 


 


Há tempos publiquei este post, União Nacional, que começou assim: "Peso bem o que escrevo e recebi alguns emails a propósito deste post onde escrevi que "(...)mesmo entre nós, e no caso do sistema escolar, o arco-governativo não descansou enquanto não eliminou o poder democrático das escolas substituindo-o por uma amálgama com o pior do PREC e da ditadura de Salazar.(...)". Dizem-me que posso estar a exagerar na preocupação com o regresso a um passado que parecia arredado da possibilidade histórica e do futuro.(...)"


 


Neste certeiro post do Paulo Guinote (que começa assim e em tom irónico: "O que lhes fica bem. Um regresso ao PREC em toda a linha, na defesa das assembleias populares (de bairro, de aldeia, de vila) para decidir sobre o interesse dos alunos(...)", e a propósito do modelo de gestão escolar, pode ler-se o seguinte devaneio noutro blogue: "Num sociedade livre, democrática e desenvolvida, são os cidadãos – e não o Estado, e não o DREN, e não o CG, e não a Câmara Municipal, e não os professores – aqueles que melhor defendem os seus interesses. Mesmo que errem nas suas opções, mesmo que façam escolhas que se revelam péssimas, mesmo que… serão sempre os alunos (no caso de serem menores, os respectivos pais) quem melhor defende os seus próprios interesses."


 


Aproximam-se tempos de desnorte profundo. O que somos como sociedade emerge sempre e é redutor apontar o dedo das culpas com base nas tonalidades partidárias. Há gente, muito versátil, de todas as forças políticas com assento na assembleia que se daria bem no PREC e no salazarismo.

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