segunda-feira, 9 de abril de 2012

das escadas aos trabalhos de casa

 


 


 


 



 


 


É antiga a polémica sobre a marcação de trabalhos de casa. São conhecidos os argumentos. Os favoráveis advogam a importância do aumento do estudo e o desenvolvimento da autonomia e os desfavoráveis incluem o acentuar das desigualdades, a falta de tempo para brincar e a impaciência de encarregados de educação esgotados com as suas tarefas laborais. São realidades que se eternizam.


 


O que sempre nos entra pelos olhos adentro, é a nossa inabilidade para educar as crianças e para a construção de uma sociedade com tempo e espaço para os mais pequenos. Desde o desenho do espaço público até aos horários de trabalho e passando pelo mobilidade urbana, Portugal está numa encruzilhada que tarda em encontrar uma qualquer saída.


 


É uma espécie de selva com uma História centenária. Subimos sempre as mesmas escadas e escapa a "verde" sensatez de encarregados de Educação e de professores. E que ninguém se iluda: mesmo esses, têm de remar com muita força para que prevaleçam valores que garantam uma humana civilidade.


 


Pais e investigadores dividem-se quanto à importância dos TPC

6 comentários:

  1. Os TPC limitam-se a criar problemas, ódios de estimação e a diminuir a qualidade do tempo em família. Se enviasse "trabalhos de família" para a escola, o resultado das aulas degradava-se. O contrário também é assim. Em vez de estar a embirrar com um filho cansado para repetir aquilo que já fez na escola, preferia passar um bom momento e poder ensinar-lhe aquilo que, de facto, tenho para lhe ensinar e é complementar ao que aprendeu na escola. Negam às crianças o direito à família, à fantasia, à criatividade. O que, se calhar, não é assim tão inocente...

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  2. Não questiono a sua opinião, até porque me parece que o tema (TPC) está esgotado.

    Porém, não consigo deixar de sorrir com a sua argumentação.

    Quanto ao facto de o TPC «diminuir a qualidade do tempo em família», por certo refere-se a uma minoria das famílias portuguesas, onde tempo e qualidade ainda não são palavras vãs.

    Quanto a enviar «"trabalhos de família" para a escola», a coisa fica ainda mais hilariante, se me lembrar da quantidade de vezes que ensino alunos (de 3º ciclo) a não eructar ou flatular na aula, para mencionar os exemplos mais “expressivos”. Trabalhos de família, ou não?!

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  3. Quando os psicólogos e a malta das Ciências da Educação se metem nestas coisas está tudo estragado. Foram eles que levaram o ensino a este estado.

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  4. Não me parece que os psi's ou restante "malta" da educação tenham poder para ter feito isso à educação. Acredito sim, e tenho aliás a certeza, que foi sim uma estratégia da classe política/governativa para sujar os psi's e malta da educação. Como sabe em portugal vivemos um ambiente de conspiração tremendo e somos infelizmente governados por delinquentes desde sempre! O que se passa na educação passa-se na saúde e de uma maneira geral em toda a área social! Sabe, a área social é ameaçadora para governantes que não querem saber de mais do que o seu próprio umbigo!

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  5. Sou professora de Matemática no Secundário há mais de 25 anos. Se os alunos não trabalham em casa, com ou sem TPC marcados, não vão longe. Com as outras disciplinas é a mesma coisa, talvez não sendo necessário tanto tempo de trabalho fora da sala de aula.
    Além de professora também sou mãe de três filhos, e delego neles (e nos seus professores) a responsabilidade de trabalhar em casa o que precisarem. Apenas vigio se de facto estão a trabalhar.
    Quando, sobretudo no 1º ciclo, o professor me diz que o meu filho não fez bem os TPC, respondo-lhe que não é da minha responsabilidade verificar isso. Aliás, assim o professor pode aperceber-se das dificuldades do meu filho. Não pode portanto partir do princípio que a mãe corrige os TPC por ele.
    O mesmo se passa com os meus alunos. Prefiro que os tragam mal feitos, do que bem feitos pelo explicador ou pais. Só assim posso ajudar quem tem dificuldades.
    Nada se consegue sem trabalho, dentro e fora da sala de aula (em casa ou na biblioteca, por exemplo). Às vezes não apetece? Pois não, mas se fizéssemos só o que nos apetece ...

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  6. Paulo G. Trilho Prudencio10 de abril de 2012 às 18:46

    Se me permite, Maria José, o que aqui nos relata é de uma professor e mãe "verde" de acordo com a imagem que escolhi para o post. São ervas que, e apesar de tudo, teimam em crescer. Há duas palavra que nunca nos devemos cansar de repetir: confiança e sensatez. Obrigado pelo comentário.

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