Por muito que se critique o corporativismo, não duvidemos: as classes profissionais estão irremediavelmente sós e quem tem preenchido o arco governativo tudo fará para as precarizar. Hoje ficou a saber-se que a classe médica navega em tarefeiros e resolveu dar um justo, e bem audível, murro na mesa em defesa do serviço nacional de saúde.
Hoje também se conheceram as propostas de revisão do contrato colectivo de trabalho dos professores com vínculo a escolas abrangidas pela Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo.
As propostas apontam para a redução de vencimentos, "através da aprovação de uma tabela que estabeleça valores mínimos de retribuição abaixo dos que vigoram", para o congelamento das carreiras "deixando apenas em aberto as excepções referentes a regimes transitórios (relativas a docentes que se encontram há mais de sete anos sem qualquer progressão em níveis que têm a duração de apenas quatro)", para a alteração do regime de horário e para que "seja omitida qualquer referência a regras de organização dos tempos lectivos, o que, a acontecer, poderia dar lugar aos mais variados abusos".
É o tipo de estatuto que se quer impor como fasquia da reforma estrutural em curso.
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