É antiga e comprovada a ideia de que se a Educação é cara a ignorância é-o mais.
Temos oito séculos de história com momentos altos de afirmação no mundo das nações, mas chegámos ao século XXI com taxas de abandono escolar precoce que nos envergonham, apesar dos níveis de excelência do nosso sistema escolar registarem melhorias qualitativas e quantitativas.
Mas também se sabe: sociedades com baixa escolaridade e com fracas classes médias são pouco exigentes e rapidamente se "cansam" de investir na escolarização; classificam de despesismo os aumentos nos orçamentos do sistema escolar e só voltam a acordar quando os indicadores chocam as consciências.
Portugal volta a entrar num período de trevas. Com o empobrecimento acentuado das áreas sociais, com o radicalismo ideológico da nacionalização da dívida dos privados, com o aumento do número de alunos por turma, com a precarização das condições laborais dos professores, com o preconceito da "licealização" dos currículos e com o aumento da escala da gestão escolar num modelo impensado e de acentuada desumanização, só podemos esperar que aconteça com o abandono escolar o mesmo que se verifica com o desemprego.
No último parágrafo podia acrescentar-se a extensão da escolaridade obrigatória para o 12º ano ou 18 anos de idade, decretada da forma displicente que se sabe, quando as famílias têm cada vez menos recursos para manter os jovens a estudar e até quando, por ironia, a idade para ingressar no mercado de trabalho continua nos 16 anos.
ResponderEliminarO abandono escolar só poderá ser explosivo.