terça-feira, 4 de setembro de 2012

do previsível

 


 



 


 


 


Há quem dirija bem em qualquer modelo e o contrário também é verdadeiro, obviamente que é assim, e também será acertada a afirmação de que a convicção democrática e a transparência das decisões exercem-se mais do que se decretam. Contudo, a lei fomenta-as e isso é determinante num estado de direito democrático. Vem a isto a propósito da gestão escolar e do que lemos e ouvimos a propósito da distribuição do serviço docente e dos concursos de professores. 


 


Não existem modelos perfeitos. A mudança que se fez em 2009 agravou uma série de variáveis fundamentais, principalmente porque somos uma sociedade civil fraca e onde a organização não é definitivamente um valor precioso.


 


De um momento para o outro, a ideia de unipessoal como modelo único abriu um espécie de caixa de Pandora que transformou as escolas em "quintas" ao dispor dos que transitoriamente exercem os pequenos poderes. Esse aumento comprovado do clientelismo é despesista e inimigo da boa administração e os legisladores tardam em perceber essa fatalidade apesar de uma ou outra alteração recente.


 


Os mecanismos de fiscalização entraram em crise. Em regra, cerca de metade dos membros dos Conselhos Gerais está a "leste" destas questões e os restantes têm uma disfunção hierárquica com o órgão de direcção. As DRE´s estão esvaziadas e o que resta parece servir pesos e medidas várias. A Inspecção-Geral da Educação não tem meios e há muitos que defendem que os inspectores sobrevivem mais preocupados com a hiperburocracia com que são avaliados.


 


Restaria a fiscalização democrática dos profissionais das instituições que, desse modo, acrescentaria conhecimento, mobilização e transparência. Foi isso que se perdeu em 2009 e que quanto mais tarde se repuser mais difícil ficará a recuperação do sistema escolar público.

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