Um comentário a este post de Fevereiro de 2010, recordou-me como a manipulação de uns quantos pode dilacerar a vida de muitos. Não é fácil combater os dogmas e é ainda mais difícil ter a coragem para usar os nomes que o bom senso indica.
Fui reler a entrevista inserida no post e trouxe a resposta de Christophe Dejours à última pergunta. É evidente que a avaliação individual no desempenho organizacional é o subterfúgio da desmobilização, da não cooperação e da ausência de liderança.
"(...) O que fizeram?
Abandonaram a avaliação individual – aliás, esses patrões estavam totalmente fartos dela. Durante um encontro que tive com o presidente de uma das empresas, ele confessou-me, após um longo momento de reflexão, que o que mais odiava no seu trabalho era ter de fazer a avaliação dos seus subordinados e que essa era a altura mais infernal do ano. Surpreendente, não? E a razão que me deu foi que a avaliação individual não ajuda a resolver os problemas da empresa. Pelo contrário, agrava-os. (...)."
Já usei parte deste texto noutro post.
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