sexta-feira, 7 de setembro de 2012

estes são do purgatório

 


 









É evidente que os números são essenciais à tomada de decisões, mas a selecção das variáveis independentes permite manipular conclusões.




O universo das comparações é também pouco fiável. Comparar o número de alunos por professor no espaço Europeu vale o que vale porque a organização administrativa dos países é diferente, nem todos os professores estão vinculados às administrações centrais e há tarefas que são desenvolvidas por outros grupos profissionais.


 


O inferno da medição tomou conta de nós e a entrevista de Nuno Crato é mais um exemplo. Há manipulações que nos recordam a Divina Comédia de Dante. Se consultarmos o PORDATA, podemos ver o inverso do que argumenta o actual ministro.


 


Os dados oficiais de alunos matriculados no ensino não superior (pode ir ao link e ver os dados anuais) devem ser do purgatório e os dos mais de 5000 professores que foram despedidos do paraíso:



. em 1980 1.788.278 alunos matriculados;
. em 1990 2.002.311 alunos matriculados;
. em 2000 1.887.000 alunos matriculados;
. em 2010 2.022.471 alunos matriculados. 

2 comentários:

  1. Vou deixar aqui o comentário que deixei no blogue do Guinote sobre a questão demográfica.
    Mas, que fique bem claro que não sou defensor da perspetiva de Crato. Apenas tentou perceber em que números se baseou o Ministro.
    "Compare-se o número de alunos matriculados no 1º, 2 e 3º ciclos e secundário nos anos de 1997 e 2010. Some-se tudo e subtraia-se.
    A diferença é de cerca de 150000 alunos (deve ser esta a abordagem do Ministro, mas para um ano anterior a 1997). Claro que Crato só refere os números que lhe interessam…
    Não quero ser defensor de Crato, mas ao Ministro não lhe interessa comparar o pré-escolar, dado que a rede do pré-escolar em 1997 era muito reduzida.
    As contas:
    - 1997: 1586471 alunos matriculados no público
    - 2010: 1440005 alunos matriculados no público
    diferença: 146466 alunos
    É uma redução de quase 150000 alunos (bem sei que não é de 200000, mas também não sei a que ano é que Crato se refere), o que dá uma diminuição de quase 10%."
    Volto a frisar: esta deve ser a lógica de Crato. É aquela que lhe convém. Não concordo com ela, mas os números permitem todo o tipo de análises.
    Continuo a dizer. A justificação para isto tudo é financeira. E Crato continua a não querer admiti-la por completo. É esse o seu erro...

    ResponderEliminar
  2. Para lá dos números, concordo que o critério é orçamental (financeiro ou económico é outra coisa, ou seja, está a ser um desastre financeiro e económico...).

    ResponderEliminar