A discussão à volta do investimento que os contribuintes fazem no sistema escolar vai atravessar uma fase quente.
O argumento que defende que a escolaridade não pode ser gratuita para todos (a declaração de IRS deve marcar a diferença) é sedutora e bem-pensante, mas pode ter efeitos negativos a prazo. Não só pelo facto dos que não fogem aos impostos pagarem duas vezes o mesmo serviço, mas também porque pode acentuar a "guetização social" e as desigualdades e o correspondente abandono escolar precoce. Dá ideia que os suecos estão a inverter um caminho semelhante (até mais de privatização da gestão escolar e de escolha da escola) que iniciaram em meados da década de noventa do século passado.
Ainda sobre o custo médio por aluno no ensino não superior, disse-me o seguinte alguém entendido na administração das cooperativas de ensino: "nem todas as cooperativas devem ser olhadas com desconfiança e muito menos se deve considerar como rigoroso o custo médio por aluno por colégio nos casos em que uma administração gere vários; têm formas de contabilizar as horas de um docente num colégio enquanto lecciona noutro e por aí fora e tudo pode ser feito de acordo com os resultados mais convenientes".
ResponderEliminar"O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, alertou hoje para a possível ruptura financeira em universidades e politécnicos do país devido aos cortes previstos para o sector no Orçamento de Estado de 2013."
Sabendo nós como funciona o sistema de impostos em Portugal,ficamos naquela de serem sempre os mesmos a ser atingidos...
ResponderEliminarSó me lembra de um ex-presidente do Benfica que ganhava o salário mínimo...