Não sou bloquista, mas aprecio e aplaudo o exercício de Francisco Louçã e a forma como deixou de ser deputado: pelo seu pé, dando um verdadeiro exemplo de desprendimento republicano que não pode ficar apenas pelo importante "abandono" do lugar, e abdicando de benesses ilimitadas.
Gostei de ler isto: "Mas também vos digo, para que não me perguntem nunca mais nestes tempos cinzentos, que saio exactamente como entrei, com a minha profissão, sem qualquer subsídio e sem qualquer reforma".
Já se sabe que haverá quem lhe chame demagogo, antiquado, populista, perigoso radical e por aí fora. Há constantes que sempre se observam: a coluna vertebral é a verdadeira prestação de contas que o tempo se encarrega de colocar no lugar devido.
Louçã só se esqueceu de referir que desde 1991, ano em que se candidatou a deputado pelo PSR e, mais tarde pelo BE, nunca conseguiu que sequer 10% dos portugueses acreditassem nas suas propostas.
ResponderEliminarOu seja, teve igual tempo de antena que os outros partidos (ou até mais se contarmos com os protestos em que esteve e está envolvido), mas quando chegam as eleições eclipa-se. Faz lembrar o PCP: tanta contestação e depois não conseguem chegar ao poder.
Será que a culpa é dos eleitores ou das suas propostas demagógicas?
Quanto ao facto de não levar reforma fica-lhe bem e outros o seguissem. Mas, convenhamos que o Parlamento e o BE lhe deu muita visibilidade que lhe permitiu ganhar muito dinheiro com a venda de livros e muito mais. Mas, só há que o elogiar nesse aspecto. Pelo menos é coerente com o que defende. Não vou ter saudades dele...
Concordo Pedro: "(...)é coerente com o que defende(...)" :)
ResponderEliminarBem melhor que o estropício do primo que está a pôr os portugueses a pão e água.
ResponderEliminarExacto.
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