Vi um jornalista do jornal I acusar de descoordenação a acção mediática do Governo, nos últimos dias, em matéria de Educação.
Não me parece que descoordenação seja a classificação ajustada: prefiro os que optam por designar como desesperada a acção de alguns assessores do primeiro-ministro, e do representante do CDS nas pastas governativas do MEC, que esperavam que os últimos estudos e relatórios dessem resultados favoráveis aos seus preconceitos recheados de desconhecimento e aos interesses privados.
Como não foi assim, talvez Nuno Crato não consiga disfarçar a tal "desautorização" ao primeiro-ministro. É um processo para seguir atentamente.
É curioso que ninguém fale no facto da educação ser obrigatória até aos 18 anos, apesar dos livros e material escolar não serem gratuitos para todos.
ResponderEliminarIsto só prova que a obrigatoriedade não tem de significar, forçosamente gratuitidade total, como alguns afirmam.
Ninguém, Pedro?!
ResponderEliminarVerifica-se que não está informado.
Desde a entrevista de Passos Coelho que não tenho lido e ouvido outra coisa, sobre este assunto, nos diversos meios de comunicação social.
Para além do mais, desculpe que lhe diga, mas a sua argumentação chega a ser cómica, de tão incoerente que se afigura: não é preciso falar na escolaridade obrigatória até aos 18 anos, para reconhecer o co-financiamento de toda a escolaridade pelas famílias, uma vez que em todos os ciclos de ensino, os livros e restante material escolar são pagos pela esmagadora maioria dos encarregados de educação. E isto não prova nada, Pedro, a não ser que o discurso político, de há vários anos para cá, é do mais demagogo e falacioso que há. Aumenta-se a escolaridade obrigatória, aumentando-se a despesa obrigatória das famílias com a Educação dos seus menores e apregoa-se o direito a uma educação básica gratuita. Gratuita??? Nem no primeiro ciclo ela é gratuita para todos. Recentemente, até os transportes passaram a ser pagos por muitos encarregados de educação.
Querer aumentar este co-financiamento da escolaridade com algo semelhante a propinas, em valores próximos de 400 euros por aluno, como sugere o Ramiro Marques, cujos escritos, pelo menos em tempos, verifiquei que o Pedro apreciava, será o mesmo que promover o abandono escolar, num país em que urge combatê-lo, e esvaziar a escola pública, paulatinamente, ao ritmo e na razão directa da retirada de condições de vida dignas a muitas famílias portuguesas.
Concordo Ana.
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