A lógica da troca é quase tão antiga como o Homem.
Quando a prevalência do negócio se impõe ao funcionamento do mercado, o imperativo da regulação impõe-se.
No tempo em que os empresários investiam com os seus recursos ou as habitações só eram construídas por solicitação do cliente, a lógica de negócio era mais transparente. A absorção pela banca de quase 100% do investimento, associado à desregulação dos mercados, criou a "bolha" que comanda a tragédia vigente.
Muitos prognosticaram para o século XXI a tentativa de colocar os sistemas escolares na rota dos mercados e do negócio, como resposta à falência noutras áreas. É a isso que assistimos em Portugal e em Espanha e que é mais difícil de concretizar em sociedades civis fortes e com classes médias consolidadas, como ainda acontece em boa parte dos nossos parceiros europeus.
gente nervosa
ResponderEliminar… o plano principal não era o co-pagamento, mas sim a repartição do bolo do orçamento do MEC por algumas coutadas, por via de uma maior privatização do que agora é o ensino com gestão pública.
ResponderEliminarEsse objectivo ainda está em decurso, com escassa fundamentação empírica e muito voluntarismo dos interessados, uns com maior sinceridade, outros por pura ganância.
Só que há um detalhe a entravar um maior interesse… estender a rede de alguns grupos privados, com meios próprios ou alheios, implica uma de duas coisas, que urge solucionar enquanto há Governo:
Alargar a rede de estabelecimentos, no caso do alargamento dos contratos de associação, e o tempo é de vacas magras para apoios e isenções para a construção de novos equipamentos. Pelo que agrada assumir a gestão das escolas públicas já existentes, muito em especial as Secundárias intervencionadas, que dispõem de bons equipamentos e são bem mais atractivas do que as esquecidas Básicas 2/3. Para além de que são propriedade da Parque Escolar… e talvez já se perceba porque não foi extinta… e são ideais para o tal Ensino Dual, o mais caro de acordo com os estudos que servirão de base para os contratos… Perceberam agora?
Ter de aguentar com aqueles malvados dos professores da rede pública, muito habituados a direitos laborais e privilégios diversos, no caso da gestão de estabelecimentos públicos por gestores ou grupos privados. Pelo que há que embaratecer os custos de produção, o que significa, no caso da Educação, baixar os custos com os salários e cortar as hipóteses de progressão. Para além de alargar os mecanismos de domesticação da autonomia real dos professores. É o que está em curso com o empurrar dos professores mais caros para a aposentação e a redução de efectivos de modo a tornar mais atractiva (alguém dirá racional, mas…) a tal gestão privada.
Resumindo, lembrem-se do que se passou com as empresas públicas sempre que as quiseram privatizar ou aceitar privados na sua administração…