Tenho dado conta do apagão-mediático-na-privatização-tout-court-do-sistema-escolar desde a já célebre reportagem da TVI. Como também escrevi e em jeito de histórico mais ou menos recente, apenas o Público escapou à saga.
Hoje confirma-se.
Auditorias a colégios GPS provocadas por denuncias de professores
"Grupo tem contado com colaboração de figuras do PS e do PSD. Dos 24 colégios que detém, 13 são financiados pelo Estado.(...)"
O Estado deve financiar a escola pública de qualidade. Uma escola inclusiva, multicultural, socialmente abrangente e que caminhe para a excelência na prestação de serviços à comunidade. O cheque ensino ou o financiamento das escolas privadas vão ter como consequência a destruição da escola pública. Os colégios, na ganância do lucro e com a competição pelos rankings, vão, fatalmente, selecionar os alunos. A escola pública será o “esgoto” das escolas privadas. O local para os alunos com necessidades educativas especiais, com dificuldades de aprendizagem, com problemas comportamentais, etc… As escolas privadas serão condomínios fechados e as escolas públicas as favelas … ou melhor as gafarias dos tempos modernos.
ResponderEliminarVi a reportagem, com olhos de ver, filtrando o biasing que sempre existe e cheguei a uma conclusão: Só a tiro. O público e o privado concessionado e pago com dinheiros públicos funciona às vezes (veja-se caso da saúde - CVP um sucesso), mas na educação, NÃO! Há corrupção na DREL, influências de ex-directores e ex-governantes que fazem parte agora deste grupo, e o resultado é: Mau serviço público, estruturas do público esvaziadas com deslocação "forçada" de alunos para as concessões, a mira do lucro incessante a provocar mau serviço, turmas cheias, salas frias, sem equipamento, sem segurança, e tudo pago pelo IRS dos contribuintes, enquanto a construção civil constrói escolas públicas e as equipa excelentemente, deixando-as vazias. Nuno Crato, rapaz, é a altura de te mostrares incorruptível.
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