segunda-feira, 7 de outubro de 2013

dos perigos reais e comprovados da municipalização

 


 


 


 


"Consigo escolher melhor os professores do que o concurso nacional", sentenciou há uns poucos anos um presidente de uma Câmara Municipal que pretendia assinar com o poder central um contrato tipo-cooperativa para as escolas do concelho que representa. Fiquei atento ao desenvolvimento de um processo iluminado por mais uma pessoa que não se considera incompetente, que não advoga que o verdadeiro serviço público é inclusivo e que o desafio é melhorar as instituições com as pessoas que existem.


 


Os anos passaram, poucos como escrevi, e ouvi, de pessoas autorizadas, que esse concelho é um exemplo de contratação por amiguismo. Não me surpreendi.


 


Na última campanha eleitoral autárquica deparei-me com um documento concelhio do partido desse presidente de Câmara. O sublinhado a caneta já lá estava e é mais uma pérola que confirma a afirmação com que iniciei o post (para além do quase risível, se não fosse trágico, caderno de encargos da escola). "É um concelho onde devem estar as melhores pessoas", numa frase meritocrática que termina sempre em exclusão com base nos critérios referidos. É mais um exemplo para os que defendem, até de boa fé, a municipalização do mercado escolar num país viciado na não transparência dos actos.


 


 


 


 



 


 


 

5 comentários:

  1. Só nos falta isto para batermos no fundo, sem retorno possível.

    E que os deuses todos do Olimpo nos livrem da dinâmica com que alguns querem que os nossos alunos encarem o mundo, sob pena de nos tornarmos irremediavelmente num antro de corruptos à beira-mar plantado.

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  2. Exacto Ana. É o modelo de corrupção que a Europa importou.

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  3. Em alguns anos seria a guerra nos Concelhos porque prevaleceria o compadrio que se vê nos colégios. Nas Caldas o colégio só tem professores familiares e amigos e aquilo mais parece uma seita...

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  4. Cada frase (cavadela) com a sua ignorância e respetivo atrevimento (minhoca).

    Desperdiça-se assim uma oportunidade de ouro de estar calado.

    A exemplo, o quererá dizer o leigo quando escreve "as melhores pessoas" ou "os melhores projetos"? Já para não falar do "ser criativo".

    Tenho para mim que este tipo de pessoas não fazem uma pequena ideia da alarvidade que dizem. Ora perguntem-lhe...

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