quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

tardíssimo para corrigir

 


 


 


 


 


 


Nuno Crato fez ontem um exercício discutível: participou numa acção de tablets com conteúdos da LeYa para salas de aula. Estas coisas parecem muitas vezes actos isolados promovidos por departamentos de marketing. O ministro da Educação colocou-se numa posição aceitável quando afirmou que "(...)No centro de tudo, "o saber". A escola do futuro, segundo Nuno Crato, terá mais tecnologia – “e vocês têm a sorte de ter um bocadinho desse futuro nas vossas mãos”, disse o ministro às crianças –, mas, “no centro de tudo, está o saber bem, saber escrever, saber História, saber contar.”(...)"


 


Um dos problemas de Nuno Crato no domínio curricular foram os achamentos essenciais e os cortes a eito para além da troika. Percebe-se a preocupação, que já tem duas décadas ou mais entre nós, com os ensinos do português e da matemática. As escolas sempre reforçaram o ensino nessas disciplinas com apoios individualizados, através das áreas disciplinares não curriculares ou com programas especiais como o plano da matemática ou o nacional de leitura. A polémica nunca se situou aí. Esse reforço não foi um back to basics. O que foi nefasto no discurso de Crato foi a desvalorização objectiva de outros saberes.  Mesmo que tentasse atenuar, chegava tarde e tinha que corrigir os cortes.


 


 


 


 

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