Os blogues e os jornalistas já gastaram as palavras para o interminável desmiolo do MEC com os concursos de professores. O Paulo Guinote já lhe chama manicómio, depois de se auto classificar, com humor irónico, como "um centralista com grau zero de inteligência" e desconhecedor de "matemáticas profundas" para explicar a incompreensão do MEC com quem há muito defende a sensatez: o concurso por lista graduada.
Nesta altura, um único concurso por lista graduada já é mesmo a única saída e não apenas para os professores que concorrem à BCE.
Para quem não saiba, há dois tipos de escolas divididas em grupos de má burocracia: com contrato de autonomia e TEIP (CA e TEIP) e sem o referido contrato (SRC). Os candidatos têm de se submeter a subcritérios para além da graduação profissional na desmiolada BCE para as escolas CA e TEIP e concorrem apenas com a graduação profissional para as SRC. O segundo concurso vai sobre rodas, mas como os candidatos são os mesmo para os dois processos é fácil imaginar a confusão e o rol de injustiças que se estão a cometer.
Os subcritérios carecem de objectividade e muitas de vezes de certificação. Ora foi exactamente por isso que caiu o desmiolado concurso de professores titulares do tempo de Lurdes Rodrigues e que a actual maioria tanto condenou. Às tantas, os actuais decisores nem esta evidência devem conhecer.
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