sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Dos erros crassos

 


 


 


 


Visionar e antecipar o futuro, e escolher a estratégia, é mais difícil em tempos de absolutização do presente. Contudo, essa condição vigente não nos liberta do futuro. Uma questão escolar portuguesa passa por alargar o ensino secundário a todos. Um ensino secundário com a formação geral comum aos três anos e com "especializações" nos ensinos regular e profissional. Uma formação geral que contemple o equilíbrio curricular numa sociedade em pleno movimento.


 


É assim que se investe na ciência, na qualidade da formação, no número de membros da classe média e na riqueza das nações. Os países mais ricos e democráticos eliminaram o estreitamento curricular por três motivos principais:



1. perceberam que 60% do sucesso escolar está na sociedade e 40% na organização escolar;


2. reconheceram que os alunos que "querem aprender" fazem-no em qualquer sistema porque beneficiam da ambição escolar das famílias ou de boas condições sócio-económicas;


3. instituíram como desafio primeiro elevar os que "não querem aprender" à conclusão de um ensino secundário que não fecha portas ao superior nem ao mercado de trabalho.



 


O que foi escrito faz parte da história portuguesa antes da chegada de David Justino, Lurdes Rodrigues e Nuno Crato: três erros crassos.


 


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