domingo, 24 de dezembro de 2017

O Velho e o Mar (4)

 


 


 


 


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(1ª edição em 25 de Dezembro de 2012)


 


 


 


O romance "O Velho e o Mar"” (The old man and the sea), de Ernest Hemingway (1952), é uma obra-prima. 

Li-o pela primeira vez na adolescência, na época do "Moby Dick", de Herman Melville - o autor do também fascinante “Bartleby” -, e julgo que nunca mais o voltei a ler. 


 


É a história de um velho e pobre pescador que tinha uma forte amizade com um rapaz. Há muito que não conseguia pescar. Certo dia, pescou o maior peixe da sua vida. Voltou a terra apenas com o esqueleto do enorme espadarte porque não conseguiu impedir o furioso ataque de esfomeados tubarões. Reencontrei-me com a história e fiquei com a ideia que está tudo ali. 

Não resisto a transcrever-vos um pedaço da tradução de Jorge de Sena:




- Que tens para comer? – perguntou o rapaz. 
- Um tacho de arroz de peixe. Queres? – perguntou o velho. 
- Não. Como em casa. Queres que eu acenda o lume? 
- Não. Acendo-o eu depois. Ou como o arroz frio.
- Posso levar a rede? 
- Claro que podes.


 


Não havia rede, o rapaz lembrava-se de quando a tinham vendido, mas todos os dias representavam esta cena. Também não havia tacho de arroz, o que o rapaz também sabia. 


6 comentários:

  1. Esta short story foi durante muitos anos leccionada na disciplina de língua Inglesa no ensino secundário - no 10º ou 11º anos, já não me recordo.
    Lembro-me que os jovens não se apercebiam de toda a simbologia deste conto e de como era necessário questioná-los sobre o que estaria por detrás de uma aparentente aventura de pesca.

    Durante alguns anos foi a minha oferta, entre troca de presentes nas turmas por estas alturas.

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  2. " Up the road, in his shack, the old man was sleeping again. He was sleeping on his face and the boy was sitting by him watching him.
    The old man was dreaming about the lions."

    (último parágrafo deste conto)

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  3. Se me permite, também, experimente ler um outro conto (3 páginas), de Somerset Maugham, cujo título é The Luncheon.
    Pode lê-lo online.
    Um registo totalmente diferente.
    Como todas as short stories de S Maugham, um espectáculo.
    Costumo dar este conto aos alunos do secundário, também.
    E, surpreendo-se sempre quando não entendem toda a ironia do conto.

    Mas não desisto. É partir pedra sobre pedra até que entendam.

    Boas festas.

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  4. Obrigado. Vou experimentar mesmo.

    Boas festas também.

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