"O número de professores que requereu a reforma é o mais baixo de sempre", concluía-se novamente num debate radiofónico. A causa está identificada: idade da reforma aos 66 anos com penalizações indecorosas nas antecipações, num grupo profissional que se reformava entre os 56 e os 58 (52 no pré-escolar e 1º ciclo) com 35 anos de serviço.
Como a degradação da carreira está inamovível - contagem do tempo de serviço, componente não lectiva em modo inútil, "legislês" nas reduções por idade, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, hiperburocracia e horários zero -, temos os professores à beira de um ataque de nervos e não haja ilusões com o título do Público de hoje - "Há 96 mil candidaturas de professores para 3500 lugares no quadro. Número de vagas abertas para a entrada no quadro de professores está abaixo dos 3500. Mas houve 96.044 candidaturas". Basta ler com atenção e conhecer a realidade (por exemplo, um professor pode apresentar 3 ou 4 candidaturas e há milhares de professores do quadro que se candidatam para tentarem mudar de escola e nem se preocupam com as vagas declaradas) para se repetir a imagem do post: se nada se fizer, a prazo não haverá professores.

e a imensas candidaturas são um sintoma implicito da falta de força reivindicativa: muita gente de fora diminui essa força de quem está dentro. Algo semelhante está a acontecer com a classe médica, que até 2015 tinha um tremenda força reivindicativa mas que por alterações governamentais do internato, está a colocar excedentes de médicos fora do sistema sem especialização, pressionando os que estão na carreira. Aquela velha tática económica de ‘se-não-queres-há-outros-à-espera-para-entrar’, obrigando a aceitar condições financeiras e laborais piores; esta tática tem minado a força reivindicativa dos profs ao longo dos anos.
ResponderEliminarEste título tinha que ser desmontado de imediato.
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