Faltarão professores se persistirmos na degradação da carreira. Aliás, já se sente a falta. Apenas algumas disciplinas ou ciclos registam um número de candidatos que satisfaz as necessidades. Mas sejamos claros: somos um país pobre (em grande parte por causa da corrupção), com baixos salários e com ofertas de emprego muito pouco atractivas. É o que explica a existência de professores nas listas de espera. Resumamos: ainda há professores por falta de alternativa. Mas mesmo isso, esgota-se. Não é avisado aplicar à carreira dos professores o "estatuto" que permitiu reduzir o desemprego. Basta olhar para os países europeus que seguiram esse caminho na educação; e com salários superiores aos nossos.

se "somos um país pobre (em grande aparte por causa da corrupção), com baixos salários e com ofertas de emprego muito pouco atractivas", então não faltarão profs, tal como mostra "a existência de professores nas listas de espera". E sendo frontal, numa sociedade ainda com desigualdade de género, a profissão docente revela-se mais atrativa nos aspetos da maternidade e horário de trabalho, menos atraente no salário mas compensada com a conjugalidade.
ResponderEliminarMuito triste que ainda seja este o patamar.
ResponderEliminarÉ de tal forma, que o "pogromista" Miguel Sousa Tavares começou assim um comentário sobre assunto do momento: "se as operárias das fábricas de conservas de Rabo de Peixe não têm uma carreira, porque é que os professores a hão-de ter?"
ResponderEliminareu ouvi esse argumentário...tipico de um demagogo...
ResponderEliminarapetecia afirmar-lhe que também me incomoda que os escritores tenham isenção de 50% nos impostos a partir de rendimentos obtidos a partir dos livros...se os outros trabalhadores não têm, porque deveriam os escritores de ter?
Enfim.
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