quarta-feira, 19 de junho de 2019

E É Isto!

 


Ciclicamente, apresentam-se estudos sobre a profissionalidade dos professores com conclusões sobre o óbvio há muito conhecido. O tempo passa e nem uma vírgula é executada no sentido da sanidade do clima organizacional. Repare-se nas notícias do dia: "Próxima década exige o rejuvenescimento da classe docente portuguesa, aponta inquérito da OCDE."; "Professores portugueses entre os que gastam mais tempo de aula a controlar presenças e comportamento dos alunos"; "Bem-estar dos professores deve ser prioridade para os Governos".

3 comentários:

  1. o jornalismo que escreve isto é o mesmo que escreve depreciações sobre a classe docente nos momentos de crise negocial...
    jornalistas que navegam consoante as modas mediáticas, dão o seu contributo para a hegemonia das redes sociais e respetivas fake news...

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  2. e acrescento uma transcrição para mastigar no feriado, que diz algumas coisas que têm probabilidade de serem implementadas na próxima legislatura socialista:
    "Quando uma professora com 48 anos de idade e 26 anos de serviço está no terceiro escalão (caso real e nada raro), é difícil convencê-la de que é muito privilegiada. Já um professor que esteja no 9.º ou 10.º escalão (o máximo) pouco afectado será com o congelamento. Favorece-se a geração mais velha à custa da mais nova. Repito, mesmo que restrinjamos a análise à classe dos professores, o congelamento não tem nada de equitativo. Tal como as cativações serviram o propósito de fingir que se cumpriam (ou superavam) as metas do défice sem cortar no investimento e nos serviços públicos, também os congelamentos são uma forma de fingimento.
    (...) no caso dos professores universitários, a lei não prevê quotas para as classificações de “Excelente” e “Muito Bom”.
    Exigem-se regras de transparência e de equidade para evitar abusos e nepotismo. A consequência é, muitas vezes, um processo de avaliação incrivelmente burocrático, que impõe custos elevados aos avaliados. Por isso, concluem que mais vale que a progressão seja feita apenas por antiguidade. Se se optar por uma alternativa destas, e é uma opção válida, a consequência será de que a mudanças de escalão correspondam aumentos salariais menores.
    Se de facto se considera que é insustentável repor o tempo de serviço aos professores, então necessariamente terá de se concluir que é a própria carreira que é insustentável. Claro que isso obriga a um trabalho difícil: a sua reestruturação, provavelmente, cortando nos salários de quem está nos escalões mais elevados."
    Luís Aguiar-Conraria, Professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho

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