Se um político afirmar que a primazia da avaliação do desempenho leva o medo às empresas (apesar de, e do que se sabe, em 95% das empresas privadas não existir avaliação do desempenho), a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream colocarão a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade. A avaliação quantitativa escolar é uma exigência educativa que intervém na formação da personalidade; o aluno é o outro e tem, naturalmente, uma reduzida possibilidade de contestação. O faz-de-conta é inexistente para crianças e jovens.
Mas entre adultos, entre iguais, o faz-de-conta, e a sua absolutização, é uma condição de sobrevivência. Mas isso não impede que o "medo" se instale e que se criem, paulatinamente, condições para um totalitarismo; por explosão ou implosão.
Última edição em 3 de Junho de 2019.
A avaliação é a ferramenta coerciva que normaliza o individuo (tal como a multa, contrordenação, pena de prisão). A coerção provoca o medo e será este o estimulo da dissuasão do indivíduo a não transgredir os normativos.
ResponderEliminarA avaliação a nivel profissional tem um objetivo mais financeiro do que formativo, sendo uma ferramenta de poupança orçamental muito apetecida.
São tempos muito sobreaquecidos e com pessoas anestesiadas.
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