sexta-feira, 24 de julho de 2020

Do Medo e Da Avaliação

Se um político afirmar que a primazia da avaliação do desempenho leva o medo às empresas (apesar de, e do que se sabe, em 95% das empresas privadas não existir avaliação do desempenho), a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream colocarão a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade. A avaliação quantitativa escolar é uma exigência educativa que intervém na formação da personalidade; o aluno é o outro e tem, naturalmente, uma reduzida possibilidade de contestação. O faz-de-conta é inexistente para crianças e jovens.


Mas entre adultos, entre iguais, o faz-de-conta, e a sua absolutização, é uma condição de sobrevivência. Mas isso não impede que o "medo" se instale e que se criem, paulatinamente, condições para um totalitarismo; por explosão ou implosão.


Última edição em 3 de Junho de 2019.

2 comentários:

  1. A avaliação é a ferramenta coerciva que normaliza o individuo (tal como a multa, contrordenação, pena de prisão). A coerção provoca o medo e será este o estimulo da dissuasão do indivíduo a não transgredir os normativos.
    A avaliação a nivel profissional tem um objetivo mais financeiro do que formativo, sendo uma ferramenta de poupança orçamental muito apetecida.

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  2. São tempos muito sobreaquecidos e com pessoas anestesiadas.

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