domingo, 21 de março de 2021

Do Medo e Da Avaliação

Última edição deste post em 3 de Junho de 2019. Se um político afirmar que a primazia da avaliação do desempenho leva o medo às empresas (apesar de, e do que se sabe, em 95% das empresas privadas não existir avaliação do desempenho), a maioria das pessoas sorrirá com a "manifestação de fraqueza" e os comentadores mainstream colocarão a "impossibilidade quantitativa" como uma inevitabilidade competitiva da pós-modernidade. A avaliação quantitativa escolar é uma exigência educativa que intervém na formação da personalidade; o aluno é o outro e tem, naturalmente, uma reduzida possibilidade de contestação. O faz-de-conta é quase inexistente para crianças e jovens.


Mas entre adultos, entre iguais, o faz-de-conta, e a sua absolutização, é uma condição de sobrevivência. Mas isso não impede que o "medo" se instale e que se criem, paulatinamente, condições para um totalitarismo; por explosão ou implosão.


 

2 comentários:

  1. A avaliação de desempenho docente (ADD) não tem como objetivo primordial a melhoria formativa do individuo na perspetiva nobre e altruista, cujo resultado seria uma qualidade melhor da atividade para a instituição e para o estudante como futuro adulto. A ADD tem o objetivo repressivo, intimidatório, cujo resultado é poupar no salário e na pensão de reforma, com o paradoxo de piorar a prestação profissional e consequentemente, prejudicar o futuro do estudante.
    Na ADD não se aplica o modelo pedagógico atual que privilegia a avaliação formativa nos estudantes, como construtora de competências de forma desinteressada mas significativa, pelo motivo simples que a prioridade é diminuir a massa salarial no OE, para que possa ser endereçada para outros destinos como contratos de ajustes diretos, beneficios fiscais a grandes grupos económicos, etc..

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