
Na abertura da cimeira do clima em 2019, António Guterres garantiu "que ciência e técnica necessárias já existem, só falta a vontade".
É, salvo as devidas proporções, o que se passa com o clima dos concursos de professores em Portugal: há muito que existem meios técnicos para que os concursos por lista graduada sejam um não assunto de exemplares transparência e eficiência. Só falta a vontade política e, demasiadas vezes, um conhecimento aprofundado do assunto. Com a crescente falta de professores, o Governo quer passar o problema e recuperar o pior, neste domínio, do tempo da troika: as bolsas de contratação de escola. E quer fazê-lo em simultaneidade com a municipalização, agravando o receio com um regime de clientelismo e amiguismo.
Como se disse, há muito que existem os meios técnicos que serão ainda mais simplificados e velozes no universo 5G que tornará obsoletos os procedimentos de gestão de grande parte das autarquias. Por outro lado, as organizações de dirigentes escolares (uma função temporária), que representam 0.8% dos professores, devem rejeitar qualquer processo de exclusão de alunos, professores e restantes profissionais. Têm que defender a Constituição e elevar as organizações públicas. Têm que contar com todos em modo de inclusão. É a natureza do serviço público. Têm que exigir receber alunos de acordo com a lei e organizar as instituições com professores e outros profissionais contratados por concursos públicos transparentes. O contrário seria uma lógica até rejeitada por muitos privados ou, ainda pior, de apropriação do bem comum. Espera-se que o Governo de António Costa se aproxime da ideia de António Guterres e do universo 5G e rejeite problemas aplicados por Passos Coelho e antecessores. Aliás, o momento inicial da geringonça eliminou, e muito bem, a tal bolsa de contratação de escola de péssima memória.
1ª edição em 09.12.2019; Encontrei a imagem na internet com referência ao Mundo Educação.
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