é um esboço de democracia que não saiu da prancheta desde 1974. é um sistema eleitoral que está desenhado para beneficiar exclusivamente PS e PSD, com cálculo regional de mandatos, resultando em centenas de milhares de votos que não servem para eleger deputados; um sistema que implementa valorização regional dos cidadãos, sendo que quem vive na Guarda tem menos importância eleitoral daquele que vive em Lisboa… é um sistema eleitoral que não respeita a vontade individual do eleitor; só nas eleições de 1987 e 1991 é que o partido vencedor teve maior número absoluto de votos que todos os outros juntos. Normalmente, a maioria dos votantes tem de ser governado por quem não escolheu. Não sendo aconselhável regressar ao feudalismo, com divisão territorial que respeitaria a vontade individual eleitoral, então o regime democrático não se pode resumir a eleições e teria de instituir mecanismos de auditoria governativa que responsabilizassem o incumprimento dos programas eleitorais e de participação popular nas decisões governativas. Seria esta a utopia…
é um esboço de democracia que não saiu da prancheta desde 1974.
ResponderEliminaré um sistema eleitoral que está desenhado para beneficiar exclusivamente PS e PSD, com cálculo regional de mandatos, resultando em centenas de milhares de votos que não servem para eleger deputados; um sistema que implementa valorização regional dos cidadãos, sendo que quem vive na Guarda tem menos importância eleitoral daquele que vive em Lisboa…
é um sistema eleitoral que não respeita a vontade individual do eleitor; só nas eleições de 1987 e 1991 é que o partido vencedor teve maior número absoluto de votos que todos os outros juntos. Normalmente, a maioria dos votantes tem de ser governado por quem não escolheu. Não sendo aconselhável regressar ao feudalismo, com divisão territorial que respeitaria a vontade individual eleitoral, então o regime democrático não se pode resumir a eleições e teria de instituir mecanismos de auditoria governativa que responsabilizassem o incumprimento dos programas eleitorais e de participação popular nas decisões governativas. Seria esta a utopia…
Estas respostas são do grandíssimo argentino Jorge Luís Borges.
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