sábado, 20 de abril de 2024

"Maioria diz que democracia é “preferível”, mas 47% apoiariam “um líder forte” sem eleições"

Captura de ecrã 2024-04-18, às 13.32.36 (1).png


Um estudo a ler no Público: "Maioria diz que democracia é “preferível”, mas 47% apoiariam “um líder forte” sem eleições."


Como escrevi no último texto no Público, "(...)Desde logo, a perenidade da democracia relaciona-se directamente com o exemplo. Não adianta preencher a retórica com a ética republicana, se depois o legislador - e num ambiente com uma justiça lenta e ineficaz - não só não a concretiza, como essa inaceitável falha é usada para a "eternização" em cargos públicos ou para climas de caudilho e de pequenos feudos que se apropriam do bem comum. Repare-se em dois fenómenos elucidativos em diferentes escalas: o poder local e o sistema bancário. Eduardo Souto Moura, com 40 anos de relações com a administração portuguesa, foi taxativo (programa "Primeira Pessoa" a partir do minuto 23, na RTP Play): "o pior da corrupção na nossa administração é o poder local". E recorde-se que foi só neste milénio que o poder local, onde se formaram os quadros partidários, conheceu a essencial limitação de mandatos. Se seria elementar dois mandatos na administração pública, após uma ditadura de 48 anos e com mais de três décadas com o mesmo chefe de Governo, a generalidade do país conheceu autarcas com cerca de duas ou três décadas de mandatos consecutivos.(...)"


 

2 comentários:

  1. Sim, realmente não adiante "encher a boca" de ética repúblicana (e de democracia e liberdades e igualdades etc) ao mesmo tempo que se permite,de forma passiva ou mesmo activa,todo o tipo de injustiça e disfuncionalidade, e se promove a berraria contra o populismo o qual é consequência da situação e não uma causa da dita situação.

    ResponderEliminar