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Antes do mais, o tratamento político da carreira dos professores foi indecente. Permitiu contas certas e nunca se assumiu nem agradeceu o facto. Foi, de 2011 a 2024, o grupo profissional que mais contribuiu para esse objectivo orçamental. Sublinhe-se que a ideia vigente de recuperação do tempo de serviço é uma vitória notável dos professores.
Mas se a ideia é mesmo fazer uma justiça histórica na destruída carreira dos professores, só colocando cada professor no escalão correspondente ao tempo de serviço prestado. Ninguém será prejudicado e dar-se-á um passo histórico e efectivo numa encruzilhada administrativa calamitosa, em que cada professor é um caso com histórias de injustiças, ultrapassagens, esquecimentos e sonegações. De facto, a destruída carreira dos professores é um labirinto que desespera por uma simplificação.
Além disso, com esta decisão dar-se-ia um primeiro passo para alguma justiça numa luta de duas décadas contra os 4 eixos da proletarização: carreira, avaliação Kafkiana, gestão autocrática e inferno da burocracia. Estas duas décadas são, incontestavelmente, uma longa história de indignidades, brutais injustiças, parcialidades, arbitrariedades, oportunismos e autocracias.
Aliás, na mudança de milénio já existia conhecimento suficiente para não se impor a ideia de que se conseguiria pontuar com justiça o desempenho dos professores; e aplicando quotas. Tristemente, milhares de professores navegaram nessas águas. Consideravam-se os mais excelentes e aplicaram a efectivação da tragédia com burocracia e autocracia.
Duas notas:
1. vejo, lamentavelmente, sinais de que a história dos mais excelentes se pode repetir, acrescentando ainda mais autocracia;
2. também para o tema deste post e para quem está no 10º escalão, estudar-se-ia uma solução inspirada na ideia da Fenprof: "Os professores que já não tenham a possibilidade de recuperar, na totalidade ou em parte, o tempo de serviço que esteve congelado, poderão utilizar o período em falta para efeitos de despenalização da antecipação da aposentação (1 ano por cada ano não recuperado até ao limite de 6) ou (re)constituição do valor da pensão, sendo considerados, para efeitos de cálculo, os descontos efetuados nos 6 últimos anos."
Muito bem, Paulo Prudêncio. Excelente. Obviamente.
ResponderEliminarAs negociações são para continuar, diz o ministro na carta enviada aos prof. Bjs
ResponderEliminarOlá, Ana. Obrigado.
ResponderEliminarForça aí, Isabel. Beijos também.
ResponderEliminarBoa tarde, Paulo.
ResponderEliminarTotalmente de acordo.
Se não se importar, vou 'roubar' um pedacinho e colocar (amanhã), devidamente referenciado, no sítio do costume.
Obrigada.
Boa tarde, Manuela. Claro. Muito obrigado.
ResponderEliminarA RECUPERAÇÃO JUSTA É COLOCAR CADA DOCENTE NO ESCALÃO CORRESPONDENTE AO SEU TEMPO DE SERVIÇO! Concordam com o ministro? Esperem pelo reverso da medalha.
ResponderEliminarSeria o fim de toda esta tragédia, Rita. Força aí.
ResponderEliminarGanda malha!
ResponderEliminarAbraço, Rui.
ResponderEliminarConcordo plenamente. Como é possível haver colegas contentes com o esquecimento e discriminação de colegas mais velhos que foram completamente ignorados? Esses colegas esperam abandonar a carreira? É que da velhice ninguém os livra a não ser que morram novos! Egoísmo diabólico e burro!
ResponderEliminarInfelizmente. Sem dúvida. Concordo com o comentário.
ResponderEliminarA "classe" não me deixará saudades!
ResponderEliminarForça aí.
ResponderEliminarFinalmente, após estes últimos anos se fala publicamente do que devia ser a recuperação justa...
ResponderEliminarFoi pena não ter sido a narrativa sindical, que preferiu jogar pelo politicamente seguro...
Obrigado, Rui. É uma longa história de brutais injustiças. Seria uma forma de simplificação e a pensar no futuro; e para que não volte a acontecer.
ResponderEliminarForça aí, Mário.
ResponderEliminarViva, Rui. Percebi que qualquer coisa não correu bem na inserção do outro comentário. Mas percebi o essencial. Obrigado. Força aí. Oxalá todos consigam.
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