Os professores, mais até os Cravos que não murcham, aguardam sentados a reacção das bolhas política e mediática à recuperação do tempo de serviço dos professores. Não se trata de discutir os detalhes. Desde logo, a ideia de recuperação venceu, e esperam-se os tão anunciados protestos dos restantes grupos profissionais da administração pública. Ou, afinal e ironicamente, nada há para protestar neste domínio como sempre se disse? É que foram anos a fio, cerca de seis, a ouvir um coro de falácias. Há duas décadas, e ao contrário do que se apressaram a declarar os sindicatos que assinaram o acordo, começou uma luta muito mais ampla contra o que provocou a falta estrutural de professores que também foi negada até ao limite do faz de conta: a luta contra os 4 eixos: proletarização da carreira, avaliação Kafkiana, gestão autocrática e inferno da burocracia. Ou seja, não basta recuperar o tempo de serviço. O que ontem se anunciou foi apenas um primeiro passo.
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A minha reação: A RECUPERAÇÃO JUSTA É COLOCAR CADA DOCENTE NO ESCALÃO CORRESPONDENTE AO SEU TEMPO DE SERVIÇO!
ResponderEliminarSão mantidas as vagas e as quotas, ‘lixando’ milhares de docentes (parece que a reivindicação da sua extinção, foi abandonada…); com isto incentivam a entrar na carreira docente, mostrando que 75% dos que entram terminarão a carreira entre o 7º e 9º escalão?...
Mas “não há almoços grátis” como dizem os economistas, e sendo o ministro um deles, veremos o preço a pagar enquanto o governo estiver em funções. Desconfio que será na legislação da ADD, concursos e horário de trabalho. Tomara que esteja enganado, mas após 50 anos de governação ‘democrática’, não acredito que o engano não se concretize…
Concordo com essa “recuperação justa”, Mário.
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