Este texto não tem nada de exagerado. Basta fazer a seguinte pergunta: O que é preciso para se ser diretor de uma escola? basta querer. Claro que é preciso curriculum e algum peso de certificados. Mas quem quer ser diretor? Nenhum professor. Logo fica a porta aberta para todos os outros. Quem é professor, nunca largará aquilo que o trouxe ao ensino, o prazer de multiplicar competências e conhecimento, de fazer a diferença no futuro (subam a um arranha-céus e olhem à vossa volta, tudo o que veem é obra de professores). Por isso, quem foge desse desígnio para mergulhar no mundo da administração e do poder, não entrou pela porta certa na educação. Se calhar usou a educação como pobre forma de alpinismo social. O que é certo, é que professor que se preze foge como o diabo da cruz de tarefas burocráticas, um professor é um intelectual criativo, quem é a antítese disto, nunca perdoará que isso seja suficiente para encher a alma de alguém. Pode até haver gente romântica e bem intencionada que tenha um projeto de mundo que julgue começar na escola, não coloco isso de parte, mas eu nunca conheci nenhum. Só conheci nesse lugar, gente que "só quer a vida cheia porque tem a vida vazia" e que se alimenta de amesquinhar os outros, prestando um péssimo serviço a toda a gente, umas vezes conscientemente e de forma perversa, outras vezes, dadas as suas limitações, nem sabem o que andam a fazer no mundo. Em qualquer dos casos, a escola, por causa disso, transformou-se no Mito de Sísifo. Basta ao Ministro da Educação, renegar o destino de todos os seus antecessores e recusar-se a ser personagem do Sim, Sr. Ministro. Ministro da Educação capaz de murro na mesa, precisa-se.
Muito bom. Muito obrigado. Olhe que dirigi uma escola pública durante três mandatos consecutivos (auto-limitados por imperativo democrático), conheço bem o que descreve e subscrevo quase integralmente.
Este texto não tem nada de exagerado. Basta fazer a seguinte pergunta: O que é preciso para se ser diretor de uma escola? basta querer. Claro que é preciso curriculum e algum peso de certificados. Mas quem quer ser diretor? Nenhum professor. Logo fica a porta aberta para todos os outros. Quem é professor, nunca largará aquilo que o trouxe ao ensino, o prazer de multiplicar competências e conhecimento, de fazer a diferença no futuro (subam a um arranha-céus e olhem à vossa volta, tudo o que veem é obra de professores). Por isso, quem foge desse desígnio para mergulhar no mundo da administração e do poder, não entrou pela porta certa na educação. Se calhar usou a educação como pobre forma de alpinismo social. O que é certo, é que professor que se preze foge como o diabo da cruz de tarefas burocráticas, um professor é um intelectual criativo, quem é a antítese disto, nunca perdoará que isso seja suficiente para encher a alma de alguém. Pode até haver gente romântica e bem intencionada que tenha um projeto de mundo que julgue começar na escola, não coloco isso de parte, mas eu nunca conheci nenhum. Só conheci nesse lugar, gente que "só quer a vida cheia porque tem a vida vazia" e que se alimenta de amesquinhar os outros, prestando um péssimo serviço a toda a gente, umas vezes conscientemente e de forma perversa, outras vezes, dadas as suas limitações, nem sabem o que andam a fazer no mundo. Em qualquer dos casos, a escola, por causa disso, transformou-se no Mito de Sísifo. Basta ao Ministro da Educação, renegar o destino de todos os seus antecessores e recusar-se a ser personagem do Sim, Sr. Ministro. Ministro da Educação capaz de murro na mesa, precisa-se.
ResponderEliminarMuito bom. Muito obrigado. Olhe que dirigi uma escola pública durante três mandatos consecutivos (auto-limitados por imperativo democrático), conheço bem o que descreve e subscrevo quase integralmente.
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