Muito fixe, adorei. Dá ideia que pretos e brancos conviviam pacificamente. Será um vídeo de propaganda do antigo regime? E não havia frio, nem as luzes que hoje quase nos cegam em algumas cidades. Em 1967 ainda não havia por cá o Pai Natal assim vestido à coca cola. E não chamávamos de Pai Natal, mas de Menino Jesus. Moçambique já estava mais evoluido eheheheh. Obrigado Prudêncio.
Dava para uma resposta longa. Assim de repente, vivia-se objectivamente em discriminação racial e rodeados de países de língua inglesa com Apartheid e com os brancos muito influenciados pelas culturas dos EUA, RU e Holanda (agora Países Baixos). O vídeo não é do regime :)) é de uma colecção particular. A cidade era muito evoluída para a população branca (mas também havia brancos pobres) e também para as de origem indiana ou chinesa; muito mais do que Lisboa, por exemplo. Um dos motivos, é que nos colonos que para lá iam incluíam-se muitos presos: por delito comum iam para Angola e políticos para Moçambique. A actual Maputo era exuberante, cosmopolita, excelente localização (uma baía fantástica e praias fabulosas num raio de 400 kms que é curto naquela zona) e clima (11 meses de verão, digamos assim, com a temperatura de 10 graus como a mínima registada no século XX), muitas livrarias, espanadas, restaurantes de todas as origens gastronómicas, cinemas, teatros, desportos e por aí fora. A guerra, que se fazia sentir na mobilização dos jovens e na contestação ao fascismo que tb se fazia sentir junto dos brancos, era distante geograficamente: no Norte, como se vivesses em Lisboa e a guerra fosse em Berlim. Mas sentia-se; obviamente. Chamavam à cidade a pérola do indico, mas estava condenada à instabilidade e à degradação que se vai vendo. Portugal foi o último a descolonizar em África e foi o que se sabe. É já uma longa história de uma ditadura portuguesa capturada por elites corruptas (o que se seguiu não foi o que se esperava, como se vê) e de uma zona do planeta que tem muito mais história do que a que é contada no ocidente. E isso levará muito, muito, tempo a ultrapassar.
Muito fixe, adorei. Dá ideia que pretos e brancos conviviam pacificamente. Será um vídeo de propaganda do antigo regime?
ResponderEliminarE não havia frio, nem as luzes que hoje quase nos cegam em algumas cidades. Em 1967 ainda não havia por cá o Pai Natal assim vestido à coca cola. E não chamávamos de Pai Natal, mas de Menino Jesus.
Moçambique já estava mais evoluido eheheheh.
Obrigado Prudêncio.
Dava para uma resposta longa. Assim de repente, vivia-se objectivamente em discriminação racial e rodeados de países de língua inglesa com Apartheid e com os brancos muito influenciados pelas culturas dos EUA, RU e Holanda (agora Países Baixos). O vídeo não é do regime :)) é de uma colecção particular. A cidade era muito evoluída para a população branca (mas também havia brancos pobres) e também para as de origem indiana ou chinesa; muito mais do que Lisboa, por exemplo. Um dos motivos, é que nos colonos que para lá iam incluíam-se muitos presos: por delito comum iam para Angola e políticos para Moçambique. A actual Maputo era exuberante, cosmopolita, excelente localização (uma baía fantástica e praias fabulosas num raio de 400 kms que é curto naquela zona) e clima (11 meses de verão, digamos assim, com a temperatura de 10 graus como a mínima registada no século XX), muitas livrarias, espanadas, restaurantes de todas as origens gastronómicas, cinemas, teatros, desportos e por aí fora. A guerra, que se fazia sentir na mobilização dos jovens e na contestação ao fascismo que tb se fazia sentir junto dos brancos, era distante geograficamente: no Norte, como se vivesses em Lisboa e a guerra fosse em Berlim. Mas sentia-se; obviamente. Chamavam à cidade a pérola do indico, mas estava condenada à instabilidade e à degradação que se vai vendo. Portugal foi o último a descolonizar em África e foi o que se sabe. É já uma longa história de uma ditadura portuguesa capturada por elites corruptas (o que se seguiu não foi o que se esperava, como se vê) e de uma zona do planeta que tem muito mais história do que a que é contada no ocidente. E isso levará muito, muito, tempo a ultrapassar.
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