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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

o lado negro da lealdade

 


 


 


 


 


""Os meus alunos", confidencia um professor de uma escola de Gestão, "entendem a vida organizacional como uma espécie de "feira de vaidades" na qual aqueles que querem avançar podem fazê-lo jogando com a vaidade dos seus superiores".


Joga-se este jogo, e os alunos dele bem o sabem, usando a lisonja e a adulação. Ser bajulador que baste, pensam eles, levará a promoções. Se, para o conseguirem, tiverem de sonegar, desvalorizar ou distorcer informação importante, pois seja. Com astúcia e um pouco de sorte, as consequências dessa supressão irão cair em cima de outro qualquer."


 


 


 


Daniel Goleman, Inteligência social, a nova ciência das relações humanas;


Círculo de Leitores; Lisboa 2006; tradução de Mário Dias Correia;


pág. 249


 

segunda-feira, 11 de maio de 2009

cegueira mental

 


 


 


 


 


 


"Para Richard Borcherds, receber a visita de amigos é pura e simplesmente demasiado confuso. Enquanto as pessoas conversam, ele tem dificuldade em acompanhar o vaivém, o jogo de sorrisos e olhares, as subtilezas de insinuações e duplos sentidos, o mar de palavras... tudo a mover-se demasiado depressa.


É cego e surdo às jogadas e fintas do mundo social. Se, mais tarde, alguém se dá ao trabalho de lhe explicar o sentido de uma anedota ou por que razão um dos convidados saiu à pressa ou outro ficou subitamente corado de embaraço, consegue compreender. Mas, na altura em que acontece, toda aquela barafunda social lhe passa por cima da cabeça. Por isso, quando aparecem convidados, entretém-se as mais das vezes a ler um livro ou refugia-se no seu escritório.


E, no entanto, Borcherds é um génio, vencedor da Fields Medal, o equivalente em Matemática do Prémio Nobel. Os seus colegas matemáticos da Universidade de Cambrige têm por ele uma admiração sem reservas, e a maior parte mal consegue compreender os aspectos específicos das suas teorias, tão etéreas como a área de trabalho a que se dedica. A despeito das suas incapacidades sociais, Borcherds chegou ao êxito."


 


 


Daniel Goleman, Inteligência social, a nova ciência das relações humanas;


Círculo de Leitores; Lisboa 2006; tradução de Mário Dias Correia;


pág. 199


 

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

do momento

 



 


Vive-se uma fase do tipo "a luta segue dentro de momentos" na vida profissional dos professores portugueses em defesa da escola pública.


 


Encontrei umas ideias que, com alguma imaginação, podem ajudar a perceber alguns dos aspectos que rodeiam o momento e contribuir para dois estados de espírito: por um lado serenar os ânimos e por outro reafirmar o óbvio: a luta é longa.


 


Ora leia:


 


 


A distorção da empatia.






  • Johnny deixa o seu melhor amigo brincar com a sua bola nova. Mas o amigo não teve cuidado e perdeu a bola. E não quer dar outra ao Johnny.

  • O amigo do Johnny, com quem ele gostava muito de brincar, mudou-se. O Johnny não pode brincar com o seu amigo.


 


Daniel Goleman, Inteligência social, a nova ciência das relações humanas;


Círculo de Leitores; Lisboa 2006; tradução de Mário Dias Correia;


pág. 249


 


 


"(...) A teoria evolucionária afirma que a nossa capacidade de sentir quando devemos desconfiar tem sido tão essencial para a sobrevivência da espécie como a capacidade de confiar e cooperar."


 


 


Daniel Goleman, Inteligência social, a nova ciência das relações humanas;


Círculo de Leitores; Lisboa 2006; tradução de Mário Dias Correia;


pág. 40