Procuro escrever, e pensar, sobre assuntos que me obriguem a raciocinar; por vezes, e como sou professor, não resisto à tentação de ancorar em temas relacionados com a minha actividade profissional; se não é docente, meu caro leitor, peço-lhe desde já as minhas desculpas.
Passei algum dos meus últimos tempos à volta da candidatura a professor titular. Por via disso, e por causa da ajuda que me foi solicitada na minha escola e também pelo apoio a alguns colegas que sentem um menor conforto no preenchimento de formulários electrónicos, acabel por ter de perscrutar o raciocínio de quem gerou e criterizou o tipo e as regras deste concurso.
Só consigo imaginar o delírio que tudo isto deve ter estabelecido: pensar e inventar as regras; discutir os critérios e estabelecê-los; seleccionar o modelo de concurso; estabelecer os formulários electrónicos; analisar e programar os sistemas de informação; enfim, é só dar asas à imaginação.
E digo delírio porquê?
Consultemos um dicionário: "delírio - desvio mórbido da razão contra o qual não valem a experiência nem a argumentação lógica e em virtude do qual o indivíduo se afasta cada vez mais da realidade".
Daqui uns tempos ficaremos a saber se valeu a pena tanta angústia, tanto trabalho burocrático, tanta mesquinhez, tanta zanga, tanta humilhação e tanta indisposição: e com tanto por fazer.
Sim!!! e em latim, delirium , era sair do sulco! Sair do sulco! Os vocábulos estavam intimamente ligados à vida rural, isto é, aquilo que na época era importante e que fazia parte da vida daqueles homens. Sair do sulco, ou do caminho traçado pelo arado, passou a ser sair do caminho estipulado, sair da senda traçada, ou da norma,logo ficou associado à loucura...interessante!
ResponderEliminarOlá Ana. Interpretações, sempre as interpretações. Escrevemos e depois... as leituras são as mais diversas. Lembrei-me do coronel pássaro :)
ResponderEliminarObrigado.
[] Paulo.