Dei com a notícia e nem queria acreditar: o Ministério da Educação promoveu uma conferência de imprensa para apresentar o plano tecnológico para as escolas: computadores portáteis, projectores de vídeo e quadros interactivos; para a sessão de demonstração de uma sala de aula do próximo futuro, os responsáveis pelo ministério socorreram-se de uma agência especializada em efeitos mediáticos, que, e para o destino em causa, recrutou jovens a quem pagou 30 euros.
Confrontada com o facto, a Ministra de Educação sentenciou: - é irrelevante. Será? Então e a pedagogia contra o trabalho infantil? E o que têm as finanças a dizer a isto? Seria tão importante assim a demonstração de eficácia no manuseamento destas novas tecnologias? Não gostei: nem da ideia dos profissionais da propaganda nem do que ouvi.
Confrontada com o facto, a Ministra de Educação sentenciou: - é irrelevante. Será? Então e a pedagogia contra o trabalho infantil? E o que têm as finanças a dizer a isto? Seria tão importante assim a demonstração de eficácia no manuseamento destas novas tecnologias? Não gostei: nem da ideia dos profissionais da propaganda nem do que ouvi.
Quer-me parecer (alíás, esta ministra já me deu provas mais que as necessárias para constatar esta evidência) que, para a Ministra da Educação, a citação de Kant na qual defende que o homem deve ser visto como um fim em si mesmo e não um meio para qualquer outra coisa, não tem qualquer valor e não faz de todo qualquer sentido. Aliás, ela não olha de facto aos meios para atingir os seus fins... mesmo que os meios sejam seres humanos e os fins sejam a sua anulação enquanto tal.
ResponderEliminarTeias que as decisões, a nível macro, tecem. Obrigado caro (a) avis rara: pelo comentário e por passares por aqui.
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