A democracia deve nascer todos os dias.
É um duro exercício não permitir que a chama se apague. Não é fácil, mas não podemos cansar-nos dessa luta sem fim.
É claro que, e à medida que vamos pensando que sabemos mais sobre a vida, os desencantos vão fazendo das suas.
"Nem sei que vos diga" é uma expressão que uso quando estou um pouco saturado de tanta repetição: no que leio, no que penso, no que digo, no que escrevo - e a ordem pode ser baralhada -.
Espero sempre recompor-me. A recomposição é um labor diário: o cérebro vai encontrando motivos para esse vital jogo da vida.
Portugal foi o país que me acolheu. O país é unido, tem séculos de coabitação mais ou menos pacífica e tem a Avenida da Liberdade, em Lisboa. Mas tem mais. Tem o Rossio, mais propriamente o passeio que liga uma das esquinas do Teatro Nacional D. Maria II à Pastelaria Suiça. Esse imenso lugar de confluência civilizacional é de uma riqueza que o tempo teima em não apagar.
Sei, porque também passei por isso na distante década de setenta do século passado, que é possível encontrar naquele espaço amizades que o destino parecia ter apagado para sempre.
Ultimamente, temos passado no Rossio com frequência: ou para jantar ou a caminho de mais um espectáculo; e vemos sempre um ambiente de festa: encontros entre muitas das pessoas que os fenómenos de migração obrigaram a escolher Portugal como país de acolhimento.
É uma imensidão tão fraterna que ilumina a dimensão geográfica e universal da língua portuguesa: um bonito motivo de orgulho. Vemos gentes dos variados cantos do mundo misturadas com turistas tranquilos e com ar embevecido. Bei sei que os indígenas, e ouço-o com frequência, revelam um certo temor ao espaço: enfim, tem de compreender-se.
Quando passo naquela zona sinto-me no centro do mundo. Fico em paz. Tento racionalizar e não consigo. Sinto-o. Aquela atmosfera renova-me as forças na ajuda à construção diária da democracia.
Fazemos o que podemos.
Sei, porque também passei por isso na distante década de setenta do século passado, que é possível encontrar naquele espaço amizades que o destino parecia ter apagado para sempre.
Ultimamente, temos passado no Rossio com frequência: ou para jantar ou a caminho de mais um espectáculo; e vemos sempre um ambiente de festa: encontros entre muitas das pessoas que os fenómenos de migração obrigaram a escolher Portugal como país de acolhimento.
É uma imensidão tão fraterna que ilumina a dimensão geográfica e universal da língua portuguesa: um bonito motivo de orgulho. Vemos gentes dos variados cantos do mundo misturadas com turistas tranquilos e com ar embevecido. Bei sei que os indígenas, e ouço-o com frequência, revelam um certo temor ao espaço: enfim, tem de compreender-se.
Quando passo naquela zona sinto-me no centro do mundo. Fico em paz. Tento racionalizar e não consigo. Sinto-o. Aquela atmosfera renova-me as forças na ajuda à construção diária da democracia.
Fazemos o que podemos.
Olá Paulo,
ResponderEliminarAinda não conhecia o teu blog, parabéns!
Obrigado. Não estou a ver quem és. Já passei pelo blogue e fiquei na mesma. Abraço.
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