As mortes por atropelamento impressionam-me sempre. Faz agora cerca de um ano, quando recebi a notícia da morte do avô de uma sobrinha minha por afinidade. Não conhecia o senhor mas tinha ouvido falar bastante sobre a sua vida: cheia de peripécias interessantes e em que as actividades involuntariamente mais arriscadas tinham sido uma sina. Era um homem de mais de 90 anos e mantinha uma invejável energia.
Morreu atropelado. Vivia nos arredores da cidade de Leiria, uma zona rural, e atravessava, na passadeira, uma estrada secundária e muito pouco movimentada. Um condutor, jovem e conhecido da família, fez, em excesso de velocidade, uma ultrapassagem no local também destinado aos peões e provocou o trágico acidente.
Que raio de coisa. Passado este tempo, e nem sei bem porquê, surge-me à memória esta trágica ocorrência.
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