(esta imagem foi tirada com o meu telefone na emocionante manifestação do dia 8 de Março de 2008. O que se passou foi o seguinte: Iniciámos, com mais 3 amigos, o regresso a casa. Caminhávamos numa das ruas que liga o Terreiro do Paço ao Rossio, quando nos apercebemos duma manifestação que decorria, em sentido contrário, na Rua do Ouro. Eram cerca de 19h00. Fomos para lá. Eram os colegas do norte. Manifestavam a ideia de chegar ao Terreiro do Paço, desse como desse. E iam imparáveis. Em linhas compactas, enérgicos, de braço dado e com palavras de ordem ditas em conjunto e com uma força surpreendente para quem se deslocara da tão longe. Ficámos a aplaudir, arrepiados e acompanhados por todos os que por ali passavam. Horas depois, soubemos que as intervenções do Terreiro do Paço tiveram uma natural repetição).
Voltei a colar esta imagem e a consequente legenda pelos motivos que se percebem bem. Foi um momento inesquecível.
Sei que vou encontrar novamente estas pessoas. Basta ler o que se segue. A carta que podem ler de seguida foi copiada, do imenso blogue do Paulo Guinote, com a devida autorização. Acrescentei-lhe uns carregados de acordo com os meus critérios.
Caro Paulo Guinote
Hoje, 21 de Outubro de 2008, pelas 18.30, em Reunião Geral de Professores, o Agrupamento Vertical Clara de Resende aprovou por unanimidade uma proposta de Suspensão do Processo, tendo ficado decidido, desde já e como primeiro passo:
1) não entregar os objectivos individuais dos professores.
2) convocar a Assembleia de Escola para ratificação da proposta aprovada em Reunião geral.
3) convocar reuniões de Departamento para reafirmação, em Departamento, do aprovado em Reunião Geral.
No Porto continua-se a lutar.
Assim continuem os professores unidos e engrosse a vaga. Seremos um Tsunami.
Associações de Professores (que muito prezo), caros Sindicatos (nossos representantes legais), precisamos de todos vocês, precisamos de uma grande manifestação, não de dois fiascos.
Em suma, apelo à revolta, motor imprescindível desta luta, mas também a alguma sensatez. Razão porque, eu mesmo, na referida Reunião Geral, fiz questão de retirar a minha Moção – moção que determinou o início de todo o processo - em prol da que, sendo mais sensata e consensual, conseguia reunir a totalidade dos professores.
Para mim a defesa da escola pública é mais importante do que autoridades ou anterioridades, mas sou eu que sou assim.
Agradeço publicitação.
Carlos Marinho Rocha
E sente-se: os professores desesperam pelos momentos de unidade. Nem compreendem outra coisa, tal a dimensão do assombro. Espero, pacientemente (até isso tem limites, claro), pelos próximos capítulos.
(Quer ler o que já escrevi sobre educação?
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