Decidi abrir um nova rubrica, "intermitências na queda do monstro", para a publicação de novos desenvolvimentos na luta que opõe a maioria do professores portugueses ao ministério da Educação. Já tinha aberto uma outra rubrica, que intitulei de "esboroar do monstro", onde dou conta do que me vai chegando no sentido de mais um empurrão à queda sem fim do assombro.
Mas, e como se sabe, a luta é longa e acontece-lhe o mesmo que nas aprendizagens: nem tudo é linear, não se caminha sempre em frente, por vezes recua-se e há mesmo momentos em que parece que tudo se está a perder. Mas também aparecem surpresas e quando menos se espera dão-se verdadeiros saltos em frente. Nesta rubrica serão publicadas todas as ideias que os meus critérios indiquem o seu enquadramento nas premissas definidas.
Sabendo tudo isso, e estando consciente das dificuldades, relevo como factor determinante dois aspectos imperativos: a razão dos professores (o caminho percorrido já leva feridos que cheguem) e a necessidade de se unir esforços.
Chegam-me ecos de alguma perplexidade com a tomada de posição recente dos movimentos. Não olharia os factos desse modo: aguardaria pela reunião de 29 de Outubro (entre os sindicatos - todos? - e os movimentos) e construiria a partir daí um discurso mais informado e inteligível.
Bem sei que o "29 de Outubro" já deveria ter ocorrido. Mas as coisas são como são. Vamos acreditar na boa-fé de todos os envolvidos e pugnar por um registo de sensatez e de tolerância onda deve imperar o mais escrupuloso respeito pelas idiossincrasias de cada um.
Concordo contigo, como já sabes.
ResponderEliminarE tal como dizes, por vezes "dão-se saltos em frente".
É isso que eu espero dos Movimentos e dos Sindicatos, um grande salto directo à união, que é aquilo que considero urgente- UNIÃO.
Lá diz o ditado: A união faz a força.
Bjo
Claro Isabel.
ResponderEliminarNem perdi a esperança: nada disso.
Temos dado conta dos excessos. Tb me pareceu que a pressa em fazer cartazes para o dia 8 foi algo precipitada: até houve sindicatos que começaram a enviar sms´s para os lugares no autocarro.
Parece-me que é óbvio que haja equidade em qualquer negociação. Para ninguém partir frágil é bom cada um deixe claro ao que vai. É a leitura que faço. Mas isso, sou eu, claro.
Bj.
ResponderEliminarClaro! E anseio que isso venha a acontecer.
A sensatez tem de falar mais alto, sempre!
Como diz o Obama "yes we can"! E vamos conseguir todos juntos desfazer este monstro. Que raio, acho que todos queremos repetir o 8 de Março. Ou não será assim? É que nem quero pensar o contrário. Nem quero pensar que isto seja um concurso a ver quem leva mais gente a Lisboa!
Não me interessa quem, mas alguém tem que ceder!
Só assim haverá um estremeção!
bjo
Paulo,
ResponderEliminarTambém houve pressa nos cartazes para dia 15, para não falar dos sms's e do slogan "uma escola um autocarro".
«Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!»
Quem puder, que atire a primeira pedra!
Claro. Do estremeção estamos conversados. Até porque a luta é longa e está deixar muitos feridos pelo caminho. Chega de protelações. Estamos todos de acordo. Tb espero que a unidade aconteça e que as pessoas se entendam e que não se esqueçam do essencial: é necessário partir com ideias claras e firmes: há algumas coisas que já não têm margem para negociação: entre os professores e o ministério, claro.
ResponderEliminarO que é que posso dizer mais?
Nada. Ficar à espera pelo 29 de Outubro e esperar que todos se entendam.
Abraço.
ResponderEliminarTambém o Francisco fala verdade! E há o tal vídeo onde se ouve" sem ministra, sem sindicatos."
Por muito que tenham errado, é com eles(sindicatos) que a ministra fala.
Neste caso, para mim, primeiro conversava-se, depois marcava-se!
Claro Francisco. Excessos houve em ambos os lados. E disso sabes mais do que eu: tens-me referido os blogues onde isso mais acontece e, com todo o respeito por esses blogues, nem conhecia a sua existência.
ResponderEliminarComo bem sabes não dou para esse peditório e a única coisa que escrevi a esse respeito foi o facto da plataforma não ter convocado a manifestação para o dia 15. Sou sindicalizado no SPGL e apoio todas as formas de agir desde que se mantenham nos limites que tolero. Ninguém é perfeito e todos erram. Temos de ultrapassar esta coisa, que raio.
Espero que no dia 29 todos se entendam e que se possa partir para a mobilização com uma manifestação como referência.
Até lá devemos estar centrados no essencial.
Abraço.
Olha Isabel.
ResponderEliminarSabes muito bem que defendi isso mesmo. Nã foi assim.
Agora há que reconstruir a unidade. Há que definir o caderno reivindicativo: um porta-folhas.
Não temos alternativa.
bj