segunda-feira, 3 de novembro de 2008

a base da democracia





A propósito da compensação de danos, veja-se lá, que os administradores do banco português BCP receberam num passado recente, alguém, não me recordo mesmo quem, escreveu mais ou menos o seguinte:


 


"a inveja não pode ter as costas largas". E justificava mais ou menos assim: "não se pode acusar quem crítica tão chorudas e despropositadas indemnizações como sendo um invejoso".


 


Alguns vão mesmo mais longe e consideram a inveja como a base da democracia. Outros sempre afirmaram as ideologias como um conjunto de princípios inconfessáveis.


 


Ora, estas duas visões cínicas da realidade, podem explicar a "base das democracias" mas retraem o seu aprofundamento para quem as levar à letra. Se pensarmos na ligação das chorudas indemnizações à crise do "subpráime", temos um bom exemplo que contraria as referidas ideias: quer a que considera os críticos como uns invejosos quer a que se acomoda na suspeita dos seus interesses inconfessáveis.


 


Esta equação é muito difícil de resolver. Nem sei como fazê-lo, claro. 


 


Olhemos para o que se está a passar, nesta altura, com o desenvolvimento da marcação de duas manifestações de professores. Leio libelos acusatórios sobre o carácter das pessoas, ou sobre os seus interesses inconfessáveis, em vez de nos centrarmos no que está verdadeiramente em causa. Por vezes, dividimos a classe de professores em inúmeros mais dois; já não nos basta a louca divisão nos titulares e nos sem título, para também agora ressurgir a ideia dos com e sem cargos, dos com e sem turmas e dos com mais ou com menos trinta anos de serviço e de luta. Que raio.


 


Parece que nos devemos recomendar um período envolvido pela sensatez e pelo sentido de oportunidade

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