Vejo as notícias televisivas e leio nas palavra da ainda ministra da Educação uma espécie de acto de contrição. Se bem me lembro, já o começou a fazer um dia destes em plena Assembleia da República quando pediu desculpa aos senhores professores.
Já por aqui citei, por diversas vezes, o livro de Amos Oz "contra o fanatismo" quando apelava à tolerância como modo de unir os professores. Mas da leitura do genial escritor, também aprendemos que há momentos em que temos de separar as águas e ser firmes nas convicções.
A ministra da Educação e a sua diabólica equipa, e quem apoiou as suas políticas com conhecimento de causa, não merecem qualquer perdão. Não aceito outra coisa que não seja a suspensão do modelo de avaliação dos professores e a necessária construção de um outro.
Mas mais: há muitos outros diplomas que, a seu tempo, deverão ser também revistos ou revogados.
Por tudo isso, a senhora ministra da Educação não merece que lhe peça outra coisa a não ser que se demita. O desrespeito a que os professores foram votados é inqualificável e não merece qualquer tipo de perdão.
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