A escola onde sou professor, o agrupamento de escolas de Santo Onofre, tem assumido um papel singular nesta luta dos professores: a decisão de não aplicar o modelo inexequível de avaliação de desempenho tem partido sempre, e naturalmente, dos órgãos próprios do agrupamento; sem necessidade de reuniões gerais de professores ou de abaixo-assinados.
Ou seja, os responsáveis assumem a sua plena responsabilidade de modo informado e com a consciência de que o fazem pelo simples facto de conhecerem o lado da razão; e a história deste penoso processo tem confirmado as lúcidas alegações.
Mas convocou-se, para ontem, uma reunião geral de professores. Sentia-se a necessidade de conversar, de trocar opiniões, de ajudar a esclarecer e, obviamente, de espantar medos diversos.
E foi bonito, muito bonito mesmo. Num ambiente sereno, esclarecido e determinado, percebeu-se que a hora é difícil e que a longa luta começou agora a doer: mas nem por isso se vacilou.
A história se encarregará de nos esclarecer o lado certo das emoções. De uma coisa estou seguro: tenho orgulho em fazer parte de uma instituição com semelhante cultura de autonomia e de responsabilidade.
Bem hajam, colegas.
ResponderEliminarEu senti que só podia ser assim: assumir aquilo que defendo e arcar com as consequências.
Já nos tiraram:
- estrutura representativa com eleição directa entre pares;
- progressão na carreira;
- tempo de serviço para efeitos de progressão;
- acesso aos escalões máximos da carreira sem que para isso haja falta de zelo profissional...
E muitas outras coisas que os meus colegas enunciam melhor que eu.
Se já perdi tudo isto não tenho por que recuar. Recuar para onde? Somos seres vertebrados, só temos de caminhar na vertical.
E agora vou trabalhar mais um pouco.
Ah! Para os anónimos: eu sou a Cristina e toda a gente me conhece na minha escola.
É verdade, amigo, estamos todos de parabéns, mas principalmente os órgãos representativos dos professores (pedagógico e executivo), a hora é de cerrar fileiras - todos por um e um por todos...
ResponderEliminarOs ditos e poemas populares, são referências boas, para os momentos difíceis e decisivos …
“A força está na constância”
“O querer é tudo na vida. É a vontade que move montanhas”
Maré Alta
Aprende a nadar, companheiro
aprende a nadar, companheiro
Que a maré se vai levantar
que a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
que a liberdade está a passar por aqui
Maré alta
Maré alta
Maré alta
Sérgio Godinho
Um abraço fraterno para todos os que estão de boa fé nesta caminhada, (contratados, não titulares, titulares e outros que mais…)
O povo é sereno, nínguém arreda pé...
Belo Cristina.
ResponderEliminarObrigado.
Abraço.
Excelente comentário meu caro amigo.
ResponderEliminarPara além de tudo o que escreveste e que é profundamente inspirador, achei muito significativo o nick escolhido.
Grande abraço.