Na vida em sociedade é sempre muito difícil apresentar uma conclusão rigorosa sobre o "passado muito recente".
Mas se pensarmos na luta dos professores portugueses com o governo da nação - combate esse que tem estado bem no centro da actualidade política e que atingiu proporções colossais - podemos dizer com toda a segurança o seguinte:
o esfarrapado e burocrático modelo de avaliação de professores passou a ser, na fase em que uma gravíssima crise, com contornos ainda desconhecidos, assola uma grande parte do mundo, o eixo fundamental das políticas do governo português.
Coisa risível que mais parece vinda de gente que ensandeceu com tanta teimosia e desorientação.
E veja-se como o feitiço se pode virar contra o feiticeiro: o mesmo governo que encheu a agenda medática com essa descomunalidade, e fê-lo de modo manipulador a exemplo da forma como começou por desrespeitar os professores com o intuito que todos conhecemos, sofreu recentemente os efeitos daquilo que diz ser insidioso a propósito das práticas do actual primeiro-ministro enquanto ministro do ambiente. Ironias do destino, é o que é.
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