terça-feira, 10 de março de 2009

escola e exclusão social

 


 


Pode ler um belo texto de Desidério Murcho, publicado no jornal Público na última terça-feira.


 


O texto está no seu blogue, aqui, e merece uma leitura atenta.


 


 



Entretanto, e à volta de uma interessante discussão onde muitos defendiam que Desidério Murcho pugna pelo fim das escolas profissionais, inseri o seguinte comentário noutro blogue. 



"Não é assim que leio o pensamento de Desidério Murcho. O que me parece inaceitável e perverso é criar escolas públicas no modelo “armazém para os filhos dos pobres” em contraponto às escolas privadas para os filhos dos ricos. Leio, há muito, o que ele escreve, e penso que Desidério Murcho considera perverso e inaceitável que se considere que os filhos dos pobres são, em termos “genéticos”, incapazes para ter acesso ao ensino das humanidades: literatura, história e filosofia, por exemplo. Ele levanta uma questão civilizacional e que está para além da espuma dos dias. Não me parece que ele não equacione tudo o que aqui tem sido escrito. Está a tentar, desesperadamente, lançar a importante discussão da escola pública de qualidade para todos. A escola que queremos para os nossos filhos e não a escola que o pragmatismo nos leva a defender mas só para os filhos dos outros. E essa luta é longa e difícil; difícil, como ele sublinha.


 


Parece-me, apenas.


Abraço.



 

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